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rui sousa



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PostPosted: Mon Mar 26, 2012 9:53 pm    Post subject: Reply with quote


Se há uma coisa que me irrita solenemente em DVD's é o facto das editoras pretenderem vender a versão modificada de um filme como se fosse o original e não como um extra do mesmo. Falo disto porque vi a Director's Cut de 1992 de «Blade Runner» (se não fosse a Wikipedia, nem saberia que o Ridley Scott decidiu fazer outro Cut, mais recentemente), e não gostei de ver que o DVD tinha apenas esta versão e não a original. É como o DVD que tenho cá por casa do «Cinema Paraíso». Afirma-se como a versão de cinema do filme, vai-se a ver e é o Director's Cut de quase três horas que não traz muito de novo à obra original.
Mas queixas à parte, fiquei completamente siderado com esta versão de «Blade Runner». Eu gosto sempre de ver primeiro as versões originais dos filmes e depois (se um dia tiver paciência) as versões maiores que os realizadores dos mesmos decidem um dia lançar para ganharam mais uns trocados para o gasoil (daí ter ficado aborrecido com esta edição DVD). Mas pronto, lá vi esta segunda versão do filme, e embora seja significativamente diferente da original (pelo que pude ler nas minhas pesquisas), este tornou-se daqueles filmes que eu gostava de ter visto num ecrã muito, mas muito maior, em detrimento do tamanho do ecrã da minha pequena televisão Sony do meu quarto, onde vi a fita.
Não sei qual das versões é a melhor, não fiquei viciado neste universo, mas sei que, pelo o que pude ver, esta é mesmo uma grande obra cinematográfica de ficção científica, futurista e que transmite, nas suas entrelinhas, uma crítica à própria sociedade e que se mantém atual (como, por exemplo, o pormenor de serem os chineses a "possuirem" grande parte da cidade do filme). Devo destacar, primeiro que tudo, a banda sonora de Vangelis, que torna «Blade Runner» uma experiência quase que transcendental (não admira, vinda de um homem que conseguiu tornar épica uma corrida à beira-mar em «Chariots of Fire»). Depois, penso que o filme, a nível visual, é um espanto (daí eu agora até querer ver como será a experiência de ver este filme num ecrã de cinema propriamente dito). O elenco é também ele excecional e repleto de grandes atores, alguns deles que nunca tinha ouvido falar na vida e que, hoje em dia, também são pouco recordados (à exceção de Harrison Ford, que parece que ainda está suficientemente bem para fazer a décima sequela do Indiana Jones). A história é original, e Ridley Scott, nesta sua segunda visão de «Blade Runner», mostra certos aspetos que, segundo pude perceber, foram ilustrados originalmente de uma maneira completamente diferente (o que mostra que um Director's Cut não se resume a colocar cenas que estiveram na gaveta durante mais de uma década, para se poder dizer que a nova versão do filme tem mais 5 minutos extra de imagens inéditas), e que, mesmo assim (não sei se foi por ter visto esta versão primeiro), fez-me achar que «Blade Runner» é uma obra-prima. Pelo menos esta segunda versão. Mas penso que, pelo menos a original, deve também ser excelente. Mas pelo que vi, considero esta magnífica.

Nota: * * * * *


E cá temos Woody Allen em mais uma experiência inovadora e muito bem executada. Para quem nunca tenha ouvido falar nesse Senhor durante toda a sua vida e que lhe seja mostrado este filme, «Zelig», esse indivíduo talvez possa pensar que pôde ver um documentário sério e real. Mas não. Apesar das muito sofisticadas técnicas de manipulação de imagem (que nos fazem pensar estar a ver filmes americanos de arquivo dos anos 20, alternados com entrevistas a pessoas "reais", que conheceram e que tomaram contacto com a personagem que dá título a este mockumentary.
Mas o humor de Allen está lá. As piadas subtis e inteligentes, bem ao género do autor, marcam bem presença ao longo de toda a película, que aproveita para pegar na sua criação fictícia para fazer uma crítica bem atual à sociedade através da história de um homem que padecia de um problema grave: o facto de mudar de personalidade consoante a pessoa com quem estivesse a lidar.
Woody Allen pega num género que (thanks again Wikipedia!) já tinha experimentado antes com «O Inimigo Público», e mais recentemente com «Através da Noite», sobre um músico cujo ídolo é o artista real Django Reinhardt. E sai-se, mais uma vez, brilhante, criativo, original, hilariante e inteligentíssimo. Uma notável lição de manipulação, de cinema e de comédia.

Nota: * * * * 1/2
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rui sousa



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PostPosted: Tue Mar 27, 2012 1:58 pm    Post subject: Reply with quote


É incrível como um indivíduo como James Dean precisou apenas de fazer três filmes para ficar na História do Cinema. Também é de notar que em todos eles, o ator foi brilhante, e o seu estilo muito próprio deixou uma marca indelével na "evolução" da sétima arte. Desse trio de filmes já tinha visto antes "Rebel Without a Cause", uma história sobre a adolescência e as relações familiares. E agora, pude ver o último filme deste ator, realizado por George Stevens, "Giant".
"Giant" é semelhante a "Rebel Without a Cause" por se tratar também de uma história familiar. Mas este épico cinematográfico vai muito mais além, retratando três gerações de uma família muito abastada e importante do Texas, os Benedicts, com os seus ranchos e todos os negócios em que estão envolvidos através dessas propriedades. É também um drama sobre uma época, sobre o conflito de gerações e a evolução de hábitos e costumes ao longo das décadas. "Giant" conta-nos a história de Bick, o proprietário do rancho que sucedeu ao seu Avô e ao seu Pai, e Leslie, a sua mulher, que terá de se adaptar a esta nova vida texana. E James Dean aparece, no meio disto tudo, como um cowboy desleixado de nome Jett, que ao princípio é criado dos Benedict mas, mais tarde, irá tornar-se um magnata do petróleo.
O que eu penso que é o mais bem idealizado de todo o filme é as ligações das personagens, as relações entre as mesmas e as interpretações dos atores. Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean perfazem um trio de atores brilhante, marcante e excecional, sabendo interpretar da melhor maneira os seus papéis através do envelhecimento das mesmas. Estão muito convincentes e dão um grande contributo para a importância artística que este filme obteve, ao longo das décadas.
Um especial destaque também para George Stevens, por ser um realizador que não se deixa ir pelos caminhos mais fáceis para contar a sua história. Stevens realiza "Giant" de uma forma subtil, inteligente e eficaz, sabendo sempre qual o plano de câmara que encaixa melhor em cada cena, e a forma como a cena deve ser realizada.
Gosto de histórias sobre a passagem do tempo, sobre a família, sobre a diferença entre as mais velhas e as mais novs gerações. "Giant" acertou em cheio na sua premissa, não desiludindo em nada o espetador. Um excelente épico dramático!

Nota: * * * * *
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Anonymous
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PostPosted: Tue Mar 27, 2012 7:48 pm    Post subject: Reply with quote

Tinha uns 13 anos quando vi o Blade Runner. Foi há uns tempos.

Bolas, agora fiquei deprimido... Sad
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rui sousa



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PostPosted: Wed Mar 28, 2012 11:04 pm    Post subject: Reply with quote


«Crimes e Escapadelas», de Woody Allen, é mais um formidável filme do autor, a juntar à lista dos melhores que já fez até hoje. Desta vez, Allen pega numa história mais intrincada, com mais policial e adicionando também a já habitual reflexão filosófica sobre a vida. Só que, em «Crimes e Escapadelas», Allen prefere abordar outro tema da existência humana: as escolhas que o indivíduo faz, o quão complexas podem ser e as consequências que poderão trazer ao serem aplicadas. Este décimo nono filme tem, como protagonistas, dois indivíduos, e cada um deles vai ser confrontado com duas opções para escolher. Cliff Stern (interpretado por Woody Allen) terá de optar entre a integridade do seu trabalho cinematográfico, ou a oportunidade de arranjar umas massas realizando um documentário sobre uma pessoa que detesta. E Judah Rosenthal (interpretado por Martin Landau) tem um caso muito mais complicado em mãos: ou mata a sua amante, como lhe aconselhou o seu irmão, ou então enche-se de coragem e conta todas as suas trafulhices à mulher - o conselho dado pelo seu amigo rabi.
Através da análise das atitudes e vivências destes dois personagens, Woody Allen constrói uma história que se questiona sobre a moralidade do ser humano e também sobre a própria vida, e como somos afetados pelas decisões que fazemos nela, misturando humor com drama de uma forma muito eficaz e muito bem executada. Este é mais um excelente filme do já mítico cineasta americano. Um dos grandes marcos da sua extensa carreira e uma fita indispensável para quem gosta de uma boa comédia, ou simplesmente de um grande filme.

Nota: * * * * *


«Bem Vindo ao Norte» veio mostrar, mais uma vez, que o cinema europeu consegue ter muito poder... quando quer. Aliás, não é para todos, conseguir quebrar os recordes de bilheteira do seu país de origem, com um número de espetadores em sala equivalente ao dobro da população de Portugal. Pois é, vinte milhões de franceses viram «Bem Vindo ao Norte» no grande ecrã, e penso que não se desiludiram. Este filme é tão bonito e hilariante que se percebe que tenha conseguido conquistar audiências de todo o mundo, com a história simples de um trabalhador dos Correios que, após assinar numa candidatura para ir trabalhar no paraíso da Côte d'Azur declarando-se deficiente sem o ser, é "castigado" com um emprego no terrível, abominável norte de França, na cidadezinha de Bergues. Ao princípio, e muito por causa dos ditos das pessoas do Sul, a mudança custa muito ao indivíduo, mas, ao longo da sua estadia, ele irá aperceber-se que, afinal, o norte não é mau. Dany Boom dirige e co-escreve este maravilhoso conto cómico sobre a diferença entre cidades ou regiões de uma forma alegre e bem disposta (aliás, quem ficou a lucrar com este filme foi a própria cidade de Bergues, que por causa do mesmo viu o turismo subir de vento em popa!), fazendo perceber ao espetador que vale sempre a pena conhecer as coisas. Nem que seja só para as poder depois criticar, mas devemos sempre prestar atenção ao que está à nossa volta e fora do nosso alcance, para termos uma perceção maior das coisas e não nos ficarmos pelo que os outros nos dizem. Uma pequena maravilha cinematográfica!

Nota: * * * * 1/2
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Sérgio



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PostPosted: Thu Mar 29, 2012 9:14 am    Post subject: Reply with quote

rui sousa wrote:

Se há uma coisa que me irrita solenemente em DVD's é o facto das editoras pretenderem vender a versão modificada de um filme como se fosse o original e não como um extra do mesmo. (...) Mas queixas à parte, fiquei completamente siderado com esta versão de «Blade Runner». Eu gosto sempre de ver primeiro as versões originais dos filmes e depois (se um dia tiver paciência) as versões maiores que os realizadores dos mesmos decidem um dia lançar para ganharam mais uns trocados para o gasoil


Eu, por acaso, penso de maneira diametralmente oposta. O filme é, sempre, uma criação do realizador e não do estúdio, pelo que prefiro sempre a visão do realizador (o modo como ele pensou o filme) à do estúdio, que, normalmente, por razões meramente comerciais (um filme com uma longa duração é menos vendável, nesta nossa sociedade de grandes pressas) e que, para ganharem mais uns trocados para o gasoil, decidem retalhar a obra alheia, quantas vezes sem o acordo do seu criador...
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Alguem



Joined: 11 Apr 2006
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PostPosted: Thu Mar 29, 2012 11:57 am    Post subject: Reply with quote

No fundo, vai de encontro ao que já se falou em vários tópicos:

Até que ponto é lícita a alteração, por diversos motivos, de várias manifestações artísticas (seja no domínio das artes performativas, na literatura, pintura, etc.), corrompendo o espírito da obra do seu autor? Rolling Eyes
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Al_Tereg



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PostPosted: Thu Mar 29, 2012 12:42 pm    Post subject: Reply with quote

Concordo com o Sérgio e com o António. Contudo, temos que ver que afinal os estúdios são os donos da obra pelo que têm o direito, enquanto donos, de definir o que querem. Se o realizador achar que se está a violentar por fazer um filme com que não se identifica pode sempre recusar (embora ficar no desemprego possa ser chato Wink). Mas há casos conhecidos em que realizadores se recusam a assinar a obra final, dadas as modificações introduzidas pelos estúdios. Nesses casos, tradicionalmente a obra vem assinada por um inexistente Alan Smithee. Smile

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Smithee

O mesmo se passa com um arquitecto que poucas vezes pode fazer uma casa exactamente como lhe apetece, porque o dono da casa tem obviamente direito a ter opinião sobre a casa onde vai viver. E há outros condicionalismos: económicos ou técnicos, por exemplo.

Isto para dizer que a liberdade artística em última análise raramente pode ser total, agora e sempre. Os grandes pintores da Renascença estavam sujeitos às encomendas e gostos dos seus mecenas ou às directivas da Igreja, o seu principal cliente. Veja-se no seguinte sketch dos Monty Python como teria ficado a ùltima ceia se o Papa não fosse um bloody fascist. Wink Laughing

http://www.youtube.com/watch?v=l9Aj7W3g1qo
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rui sousa



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PostPosted: Thu Mar 29, 2012 10:31 pm    Post subject: Reply with quote

Eu não sou contra as director's cut mas penso que, para o cidadão comum, que quer apenas rever o filme como o viu no cinema, por exemplo, é uma técnica um pouco abusadora venderem apenas essa versão, em muitos casos. Penso é que deveriam dar sempre a escolher ao comprador, com as duas versões incluídas. Até porque muitas vezes a versão original é melhor que a alterada pelo realizador, caso de filmes como Cinema Paraíso e O Último Imperador. Contudo, há extremos na visão dos realizadores, como por exemplo, no Star Wars, a cada lançamento, George Lucas faz novas e novas alterações aos filmes para, garantidamente, continuar a ter dinheiro para o gasoil e tudo o mais.... Imaginem se acontecesse o mesmo à trilogia O Padrinho. Não seria mau se Coppola estivesse sempre a alterar/danificar a sua obra prima? :/

(P.S- É claro que sempre poderia ter alguns cangurus... Laughing)
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rui sousa



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PostPosted: Sat Mar 31, 2012 10:26 am    Post subject: Reply with quote


Acho que, antes de ver «Network - Escândalo na TV», nunca tinha visto uma sátira tão inteligente, elaborada e profunda sobre o mundo da televisão e do sensacionalismo que este meio de comunicação gosta de usar, na maior parte dos casos, para satisfazer as audiências, famintas desse género de "entretenimento". Realizado por Sidney Lumet (responsável pelo extraordinário «Serpico», com Al Pacino num dos seus melhores papéis), «Network» segue o quotidiano de uma estação televisiva americana fictícia, a UBS, e todo o esquema que a administração do canal monta usando Howard Beale, um locutor de telejornal já um pouco senil para criar um programa de televisão sensacionalista e de qualidade duvidosa. Numa escalada até ao topo da popularidade televisiva, Beale torna-se numa espécie de profeta do povo, usando a arte do mal-dizer para chegar ao público, que se identifica com aquele velho maluco que amaldiçoa tudo e todos.
O que mais me impressionou em «Network» foi, sem dúvida, o argumento, excelente, que, através de uma sátira cómico-dramática, ridiculariza ao máximo os exageros levados pelos diretores da UBS para conseguirem audiências e lucrarem o mais que conseguirem pôr nos bolsos. Este filme brilhante faz-nos também pensar. Será que é possível chegar-se ao extremo a que esta estação de TV chegou, tudo para benefício próprio e não para o benefício do Mundo? Será que a Humanidade chegará a um ponto de obsessão pelos seus próprios interesses e não pelo que interessa a todos? Com tudo isto, acho que vale muito a pena ver todos os 116 minutos de «Network - escândalo na TV», um filme de génio, raro, original e atual, que não é por menos que figura em muitas listas dos melhores filmes de sempre (como é o caso da do American Film Institute), por ser inovador e ter contribuído para uma visão mais realista e atenta do mundo da caixa mágica.
Nota: * * * * *
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rui sousa



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PostPosted: Sun Apr 01, 2012 11:03 pm    Post subject: Reply with quote


Eu adoro, tanto como muitas pessoas da minha geração, das ideias malucas, desvairadas e originais desse senhor chamado Tim Burton. É claro que uma infância passada a ver filmes de monstros e a brincar no cemitério ao pé de casa só poderiam dar origem a criações como Jack Skellington, o herói de Halloweentown que, com o passar dos anos, se tornou um clássico natalício com uma popularidade semelhante ao Grinch e aos especiais dos Peanuts dedicados à quadra.
«The Nightmare Before Christmas» é uma fantasia musical que faz rir, apesar do aspeto aterrorizador de grande parte dos cidadãos de Halloweentown, onde se incluem, além de Jack, outras famosas criaturas que só o seu aparecimento faz tremer as crianças e leva-as a esconderem-se o mais que podem debaixo dos cobertores. Com uma excelente banda sonora e canções originais de Danny Elfman, este filme, que alcançou o feito de ter sido a primeira longa metragem totalmente feita em stop-motion (uma técnica de animação que muito aprecio nos especialistas da Aardman, criadores dos formidáveis Wallace & Gromit, da Ovelha Choné e do filme «A Fuga das Galinhas») é entretenimento puro, do bom, alegre, formidável para os mais novos e "rejunenescedor" para os mais velhos, para lhes fazer lembrar que o Natal tem significado para todas as idades, através da personagem do "esquelético" Jack que, após descobrir, acidentalmente, a magia dessa quadra, decide fazer o seu próprio Natal, misturando a época natalícia com os costumes bizarros e assustadores dos monstros que fazem o Dia das Bruxas. Este é um divertido filme para todos, que pode e deve ser visto em qualquer altura do ano - porque, no fim de contas, o Natal deve ser todos os dias!

Nota: * * * * 1/2


Apontado pela sua sinopse como um drama sobre a adopção e os problemas a si envolventes, «Segredos e Mentiras» é um excelente filme que consegue ser muito mais abrangente, não se restringindo apenas a esse tema e contendo muito mais do que possa aparentar à primeira vista. Os sucessivos episódios que decorrem na família britânica que Mike Leigh nos apresenta ao longo da sua fita (escrita e realizada pelo próprio) ilustram muito bem a realidade, tornando-a quase palpável nos momentos em que o espetador sente as emoções e as angústias das várias personagens e fazendo-nos pensar como muitas das situações apresentadas têm, para nós, uma certa familiaridade.
É preciso também destacar que, apesar do realizador Mike Leigh ter escrito um argumento de base para o filme, este funciona muito à base das muitas interpretações improvisadas dos atores, o que lhes dá ainda mais autenticidade e nos faz interligar mais com toda a história do filme. «Segredos e Mentiras é uma história dramática (com um toque de comédia, bem ao estilo "british") de grande qualidade, que nos faz refletir sobre o verdadeiro significado que a família tem para cada ser humano, através da análise de uma família, das rupturas entre os seus membros, das intrigas que criam entre si, da hipocrisia em que convivem... e dos segredos que esconderam e das mentiras que usaram para não virem ao de cima certas verdades indesejáveis. Um filme brilhante, tocante e marcante, que merece o seu visionamento.

Nota: * * * * *
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rui sousa



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PostPosted: Mon Apr 02, 2012 10:03 pm    Post subject: Reply with quote


Depois de ver este filme, fiquei com uma certeza: que, dos poucos filmes de Woody Allen que, até agora, tive a oportunidade de ver, em que o mesmo não atua (mas mantém os cargos de realizador e autor), como «Balas sobre a Broadway» e «Meia Noite em Paris», o melhor "subtituto" da personagem que, habitualmente, é interpretada por ele próprio (e que é, na maior parte das vezes, uma personagem autobiográfica), foi, certamente, Larry David, protagonista deste filme «Tudo Pode Dar Certo». Neste filme, Woody Allen explora, mais uma vez temáticas como a religião, o amor e o significado da existência. Mas, claro, consegue, apesar de reutilizar temas que já foram alvo de muitos dos seus anteriores filmes, voltar a ser original, inovador e inconfundível, no seu próprio estilo "woddyallenesco". Foi impossível, para mim, ver o filme e não parar de associar Larry David a Woody Allen. É por isso que eu considero o melhor Woody, quando este só está presente nos bastidores e não na rodagem do filme. O criador de programas lendários como «Seinfeld» e «Curb Your Enthusiasm» faz aqui o papel de um homem que se considera genial, num filme que se centra nas suas ideias e das suas manias (como por exemplo, o cantar os parabéns sempre que lava as mãos), na rapariga que inesperadamente se cruza no seu caminho, nos seus amigos, nos Pais da moça, e na maneira como certas circunstâncias podem mudar a vida de qualquer ser humano. Woody Allen e Larry David dizem-nos: Tudo Pode Dar Certo. E este filme encaixa-se perfeitamente no seu título, por (isso mesmo) ter dado certo. E também por ser uma comédia genial e cativante, e que, apesar de defender ideias que podem não ser unânimes, acho que não é isso que o torna um filme que possa desagradar, porque no fundo, toca a todos nós.

Nota: * * * * 1/2
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rui sousa



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PostPosted: Thu Apr 05, 2012 11:29 am    Post subject: Reply with quote

(as imagens não estão a aparecer :S)

«Um dia de cão»
Sydney Lumet é um realizador que cada vez mais aprecio. Simplesmente adorei os dois outros filmes realizados por este senhor («Serpico» e mais recentemente «Network»). Gosto da forma como conta uma história. Sabe como, através de algum ângulo de câmara, de algum truque de montagem, pode dar mais intensidade a uma cena, alterando consideravelmente a mesma e tornando-a única, inesquecível e inimitável.
Já tinha comprovado isto nas duas outras fitas que tinha visto de Lumet, mas «Dog Day Afternoon» foi a confirmação que eu esperava. Lumet volta a fazer parceria com Al Pacino depois de «Serpico». E, se nesse filme, Pacino interpretou (brilhantemente) um polícia incorruptível americano, desta vez o lendário ator dá corpo a um homem que, juntamente com o seu parceiro, interpretado por John Cazale (e um terceiro sujeito que, covardemente, desistiu do que estava planeado), decidiu assaltar um banco. O motivo? Esse não conto, pois já seria um spoiler demasiado grande para o caso de algum de vós tiver curiosidade em ver (ou rever) este filme. Posso só acrescentar que este filme foi, curiosamente, baseado numa história verídica, mas é claro, teve a adição de muita ficção no mesmo, como por exemplo nos nomes das personagens e na relação que as mesmas têm umas com as outras.
O que achei curioso é que o argumento (excelente e vencedor de um Oscar) não faz uma espécie de prólogo ao assalto (como acontece em muitos filmes que envolvem esse tipo de patifaria), do género de: os indivíduos conhecem-se, preparam engendrosamente o plano, etc. Não! Lumet (e toda a sua equipa) decidiu começar «Dog Day Afternoon» com uma pequena sequência de imagens de um dia normal da cidade de Nova Iorque. E logo a seguir, tumbas! É o assalto.
«Dog Day Afternoon» é uma comédia que não pretende passar por isso (embora tenha grandes momentos sujeitos ao riso do espetador), estando misturada com thriller e drama. A realização e a montagem são muito envolventes, elaboradas e diferentes do que a maioria dos realizadores talvez preferisse usar na feitura deste filme. Sydney Lumet não usa rodeios na sua história, tentando contar tudo da forma mais pura e dura possível. Este é um excelente filme (com uma classificação etária algo exagerada, penso eu) e que não deve ser esquecido.

Nota: * * * * *

«Hollywood Ending»
«Hollywood Ending» é mais uma grande sátira de Woody Allen, que eu não consigo compreender bem o motivo pelo qual não foi muito bem recebida. OK, talvez a maioria das pessoas não o ache um filme muito bom, como eu achei, mas caramba, mau não me parece ser. Woody Allen volta a interpretar o seu papel semi-autobiográfico, repleto de neuroses e manias muito próprios (sim, é a mesma personagem pela 48327439.ª vez, mas continua a ter graça). Neste filme, o realizador-autor-ator é um realizador americano que está na pior fase da sua carreira, arranjando apenas trabalho a realizar anúncios publicitários nos "confins do mundo", até que a sua ex-mulher fala com o seu novo namorado, proprietário da Galaxie Productions, uma grande produtora de cinema (fictícia, está claro), e convence-o que Allen é o realizador indicado para a feitura do próximo projeto da produtora, com um orçamento de 60 milhões de dólares, de nome «A Cidade Que Nunca Dorme». Contudo, um pequeno contratempo irá fazer com que a rodagem do filme seja completamente virada do avesso, condicionando Allen e os seus colaboradores.
Gosto de comédias assim, mais "leves", penso eu, mas não menos divertidas. O elenco é formidável, assim como o argumento (mais uma vez, da autoria de Woody Allen), e penso que, apesar das críticas "assim-assim" que «Hollywood Ending» recebeu e da nota fraquinha que tem no IMDB (e que, tal como maior parte dos filmes do Allen que eu vi e que estão também mal classificados, eu gostei) e noutros sites, penso que vale a pena a sua visualização. Sei lá, entre o visionamento de uma obra mais pesada, talvez uma comédia assim seja boa para descontrair e ficar com um sorriso de orelha a orelha.

Nota: * * * * 1/2
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rui sousa



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PostPosted: Wed Apr 11, 2012 7:36 pm    Post subject: Reply with quote



Antes de começar a falar da minha opinião sobre esta adaptação homónima do livro «Uma Abelha na Chuva», de Carlos de Oliveira, gostaria apenas de apontar duas coisas: primeiro, não sou contra o cinema português, muito pelo contrário. E segundo: espero que a minha mísera crítica não ofenda suscetibilidades. E é tudo, posso começar:
Este filme, realizado por Fernando Lopes, foi simplesmente... uma perda de tempo, e, até agora, o pior filme que vi este ano. Aliás, foi o único filme que, até ao presente dia, eu dei uma classificação abaixo de quatro estrelas. Para mim, «Uma Abelha na Chuva» foi uma péssima experiência de cinema. O filme é mau em muitos aspetos: argumento, realização, atores, montagem... ou seja, tudo o que um filme mais necessita para ser bom. Apenas a música do mesmo conseguiu salvar o filme de ser pior ainda.
Para mim, este tipo de filme não é Cinema. Não gosto, e desculpem-me, de um filme que apenas meia dúzia de pessoas consegue perceber (ou porque estudou mais Cinema ou porque tem uma cabecinha mais evoluída), e que vem recheado de publicidade como a grande importância que teve para a evolução do Cinema Português, mais propriamente do Novo Cinema luso, etc, etc, etc. Tenho vindo a aperceber-me que, pelo menos os filmes portugueses que vi, os que "inovaram" o nosso Cinema, ou são medianos ou são, como este, maus. É daqueles filmes que, à semelhança de «Cristóvão Colombo: O Enigma» (que ainda consegue ser piorzinho que este que vi) é curto, não tendo mais de 75 minutos, só que, a meu ver, poderia ser reduzido a uma curta-metragem de 15, no máximo.
E porquê? Porque este filme tem uma data de cenas desnecessárias, repletas de desinteresse e de "arte". «Uma Abelha na Chuva» é um filme tão vazio, tão vazio, mas tão vazio, que, neste momento, apesar de o ter visto há umas três horas, poucas ou nenhumas lembranças tenho do seu visionamento.
É-me difícil arranjar argumentos mais racionais para defender a minha opinião, mas pronto, isto é o que me sai da alma depois de ver uma aberração cinematográfica disfarçada de filme, como é este caso.
Podem-me chamar burro, inculto, estúpido, o que quiserem. Eu não percebi quase patavina nenhuma do filme. Não percebo como e porque é que as pessoas fazem grandes dissertações e inventam as suas próprias opiniões sobre cenas ou planos de câmara completamente desnecessários, maus e idiotas, que apenas têm um significado: nenhum. Inventam fins para as coisas que, na realidade, não existem. Ah, o realizador tal filmou uma parede. "Ui, essa filmagem pretende demonstrar, através de uma metáfora hiperbolizada e com uma pitada de ironia, o agir da espécie humana e da relação entre os seres humanos" (ok, este exemplo foi muito exagerado. Mas ouvi comentários do género, durante a exibição de «Uma Abelha na Chuva», em que os meus colegas davam perspetivas sobre coisas que, para mim, são impercetíveis).
Mas, por um lado, eu não ter ficado nada fã do filme e não ter percebido nada do mesmo até tem as suas vantagens. Porque o visionamento do mesmo deve-se ao facto de irmos estudar o livro em Literatura Portuguesa. O que me vai, ao menos, devolver a experiência da leitura sem saber antes a história e o final da mesma ao ver, primeiro, a adaptação cinematográfica. É como se eu não tivesse passado os olhos sobre este filme. E aliás, se eu tivesse a oportunidade, neste momento, de entrar numa máquina do tempo, a primeira coisa que eu faria seria impedir a mim próprio que visse este filme (e outros também), porque o seu visionamento, para mim, não trouxe nada de bom, que queira guardar para a posterioridade.

Nota: * *
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PostPosted: Sat Apr 21, 2012 6:59 pm    Post subject: Reply with quote



«Match Point» foi o filme que voltou a pôr Woody Allen nas luzes (sérias) da ribalta. Apesar de ter feito, anteriormente, uma série de filmes que muita gente criticou, mas que eu gostei, é com «Match Point» que o autor dá a entender que passou por uma altura em que usou a sua criatividade ao máximo, caso também reparável em obras anteriores como «Hannah e as suas irmãs» e «Crimes e escapadelas». A ver este filme tinha sérias dúvidas de que estaria a ver uma obra assinada por Woody Allen, pois neste filme, o comediante vai muito além do que é já habitual no seu estilo. Não há aqui nenhuma personagem neurótica, nem tão pouco se fala das peculiaridades da vida humana.
Ambientada no meio aristocrático e "snob" de uma família muito british, o espetador segue, em «Match Point», a personagem de Jonathan Rhys-Meyers, que se mostra tão estranha como é o próprio ator, que se apaixona pela irmã de um dos seus alunos de ténis, mas que depois irá ter uma paixoneta com a namorada do mesmo, interpretada por Scarlett Johansson. E, bebendo um pouco da visão da realidade mostrada em «Crimes e escapadelas», «Match Point» é um excelente drama que mostra como os acasos da vida são importantes na existência de cada um, e como um autor pode ser mais versátil do que possa aparentar à primeira vista.

Nota: * * * * *




Por vezes surge um filme europeu que se torna objeto de um culto incrível pelos quatro cantos do mundo. Casos como «O fabuloso destino de Amèlie», «A Melhor Juventude» e o mais recente «Bem-vindo ao Norte» são provas disso, que fazem muitas pessoas soltar a célebre frase (apesar de revelar ser de um teor um pouco ignorante) "Ah, gostei do filme, apesar de ser europeu". Em 2012, o sucesso mundial foi para o filme francês «Intouchables», que tive, há pouco, o grande prazer de ver numa sala de cinema. O que mais me surpreende é como o filme tem sido unanimemente aceite pelas pessoas da minha geração, e a forma como todas elas acarinharam o filme é digno de nota. É fantástico, digo-vos, como certos filmes podem unir gerações. Este é um deles.
Só não gosta de «Intouchables» quem não quer. Desculpem, que uma pessoa não goste tanto do filme como eu gostei, até percebo. Mas... há assim alguma razão para se achar o filme péssimo? Eu penso que temos aqui uma obra inigualável. Fez-me voltar àquela sensação que muitas vezes tenho quando vejo filmes europeus (que, na sua maioria, são bons!), de que o Velho Continente tem uma maneira de fazer filmes que nunca os EUA conseguirão chegar. É estranho estar a afirmar isto mas depois de ver um filme como «Intouchables» até me poderia sentir culpado se continuasse a achar, por breves momentos, que os americanos poderiam fazer algo tão bom, desta maneira.
O elevado teor humano de «Intouchables» foi um dos grandes auxiliares a que se tornasse um filme mais do público que de todo o resto. As críticas ao filme podem não estar a ser do melhor (pelo menos cá em Portugal) mas isso não impediu a que o filme também se tornasse cá um caso de sucesso. Volto a afirmar: raros são os filmes que unem as pessoas e que vinte pessoas numa sala de cinema adoraram. Se querem rir um bom bocado, se querem uma história sensata e muito bem escrita, se pretendem uma excelente dupla de atores... vejam «Intouchables». E urgentemente. Este foi dos melhores filmes que vi numa sala de cinema e que é, claro, vai tocar a qualquer um de vós. OK, não tanto como a mim, mas acho que ninguém fica indiferente com a experiência de ver «Intouchables». É cinema europeu, é verdade, e é, ao mesmo tempo, cinema comercial. Mas por amor de Deus. deixem-se de esquisitices e vejam este filme!

Nota: * * * * 1/2
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Last edited by rui sousa on Sun Mar 03, 2013 11:44 pm; edited 1 time in total
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PostPosted: Tue Apr 24, 2012 4:42 pm    Post subject: Reply with quote



Não sou um particular fã de boxe, nem de qualquer outro desporto que envolva tareia entre os seus participantes. Mas, quando vejo filmes sobre esta modalidade, até costumo ficar surpreendido pela grande qualidade dos mesmos, apesar de girarem à volta de um desporto que pouco diz à minha pessoa. «The Fighter - Último Round» foi o mais recente desses casos. Uma história dramática, envolvendo dois irmãos: um, Dicky, antigo pugilista de sucesso que se deixou cair agarrado ao vício da droga e por ter deixado escapar as oportunidades (interpretado por Christian Bale, cujo Oscar foi bem merecido), e o outro, Micky (interpretado por Mark Wahlberg), iniciado na modalidade, que pretende chegar mais longe, com a ajuda de Dicky. Contudo, Micky, a dada altura, começa a sentir que os "apoios" do irmão e o management da Mãe não o estão a ajudar muito a subir na carreira, o que o leva a abrir uma rutura com a própria família, apoiado pela namorada, arranjando um novo manager e um novo treinador.
É claro que, lendo a história contada desta maneira tão trivial pelas linhas que acabei de escrever, a mesma possa parecer insonsa, simples e ingénua. Errado. «The Fighter - Último Round» é um filme que nos dá uma visão americana do mundo do boxe, e também uma perspetiva de uma família algo instável, mas que pretende sempre manter-se unida. As interpretações são fantásticas, assim como a história e a realização do filme. Fãs de «Rocky» e «Raging Bull» devem ver este filme. Todos os outros, também.

Nota: * * * * *
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PostPosted: Wed Apr 25, 2012 7:50 pm    Post subject: Reply with quote



Woody Allen regressa a um registo mais dramático neste seu filme «Maridos e Mulheres», a décima sétima fita que visionei do autor norte-americano. Neste filme, Allen volta a pegar no tema das relações humanas, pela milésima vez, é certo, mas, de novo, de uma forma original e surpreendente. Em «Maridos e Mulheres», são dados a conhecer ao espetador dois casais, e sabemos logo no princípio do filme que um desses casais conta ao outro casal que se irá divorciar. Depois disto, poderemos ver que as personagens de Mia Farrow e Woody Allen (o outro casal) irão questionar-se elas mesmas se o seu casamento ainda fará sentido (o que pode ser visto como algo interessante, se tivermos em conta que, quando este filme saiu, a relação amorosa entre Allen e Farrow já tinha acabado, devido àquela "polémica" que todos nós conhecemos). E, a partir desta história, Woody Allen (que é aqui, mais uma vez, realizador, argumentista e ator do seu próprio filme) explora o valor do casamento e das relações amorosas dos seres humanos, através das ilusões e desilusões das quatro personagens principais e de como tudo muda entre elas após a notícia do divórcio de um dos casais. Allen dá ao filme um estilo de (falso) documentário, o que dá, em certos aspetos, mais realismo ao seu filme, e por isso, se tornará mais fácil com que qualquer um de nós se identifique com o que se está a passar no ecrã. «Maridos e Mulheres» mostra a ironia da vida e de como, muitas vezes, os nossos próprios pensamentos e desejos podem ser enganadores. Um ótimo filme dramático, que nos mostra que Woody Allen consegue ser brilhante tanto na comédia inteligente, como nos dramas mais profundos sobre a existência humana, fugindo um pouco à sua personagem neurótica que é quase que um alter-ego dele próprio, e que costuma envergar na maioria dos seus filmes.

Nota: * * * * 1/2
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PostPosted: Thu Apr 26, 2012 7:30 pm    Post subject: Reply with quote



«Os Coristas» é outro dos (muitos) filmes europeus que fazem História em todo o Globo. Mas, além disso, este filme marcou uma década, e também a minha geração. Não conheço muita gente da minha idade que não tenha visto esta fita, e mais do que isso, das que viram, todas elas adoraram-no e idolatram-no ainda hoje. É um filme que toca a qualquer pessoa que o vê. Ninguémpode dizer que está perante um filme terrível, pois não é verdade. Pode dizer o que quiser, mas, pelo menos, tem de se ficar satisfeito com o visionamento desta obra cinematográfica francesa.
«Os Coristas» é muito mais do que um filme musical equivalente a um CD, com as faixas todas seguidas em playlist, sem qualquer sentido. Apesar de ser a música que está no centro de toda a ação do filme, ela não se sobrepõe a tudo o resto, o que resulta numa química entre uma magnífica direção de atores (sobretudo dos pequenos) e a história do ex-professor de música que vai trabalhar para um "reformatório" (com um nome bem sugestivo, digamos) onde ensina os miúdos a irem para além da sua própria imaginação através das suas composições musicais, que funciona perfeitamente!
Por isso, «Os Coristas» contém todos os ingredientes necessários para ter sido (e continuar a ser) um sucesso à escala mundial: um excelente elenco, uma história simples, mas que puxa pelo lado mais alegre do espetador, e uma excelente banda sonora, que fazem deste filme muito mais do que puro entretenimento à moda europeia. «Os Coristas» tornou-se um verdadeiro blockbuster que nos dá muito mais do que apenas a sensação de comer "as pipocas do cinema". Este é um filme cativante e eternecedor, bonito e comovente. Um incrível prodígio cinematográfico sobre o poder da música na vida de todos nós, e como essa arte pode fazer-nos sonhar e mudar a nossa própria existência.

Nota: * * * *1/2
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PostPosted: Sun Apr 29, 2012 12:03 pm    Post subject: Reply with quote


Cada vez gosto mais de Clint Eastwood, tanto o ator como o realizador. Mas penso que o que é mais importante em todo o seu trabalho são os (magníficos) filmes que dirige só por detrás das câmaras (na maior parte das vezes).
«Flags of our fathers - As bandeiras dos nossos Pais» é um desses filmes que só um particular realizador poderia executar, pois que, se caisse em outras mãos, seria completamente diferente. Este filme é um retrato do tempo da II Guerra Mundial, focando em particular três sobreviventes do conflito em Iwo Jima, que rapidamente se tornaram famosos por causa de uma fotografia que lhes foi tirada a hastearem uma bandeira dos EUA, no solo da ilha japonesa. A propaganda da imagem trará uma imagem de vitória e esperança aos EUA, e as fortes aderências da mesma junto do público serão maiores do que se poderia imaginar. Contudo, e como já é habitual, a história verdadeira da fotografia não é esta. E os três sobreviventes terão de suportar a (passageira) popularidade, aproveitando a oportunidade que lhes foi dada de os tirar do sangrento combate em Iwo Jima. Contudo, os minutos de fama não passam dos cinco, e a partir daí, nenhum dos três "heróis" da guerra voltarão a ser agraciados pelo povo, pelo governo e pelos investidores.
«Flags of our fathers» constitui, além de um exato retrato da América dos anos 40, um estudo sobre o efeito que os media podem ter na nossa forma de ver as coisas. A fita mostra-nos também todo o jogo de interesses que rodeia uma guerra, e os exageros que uma breve fama pode causar e também o preço a pagar por ela. Destaco, além das interpretações e do realismo dado à ação por Eastwood, a espantosa fotografia do filme, que já foi usada noutras obras do realizador/ator, e que se torna também muito adequada para "pintar" todo o ambiente, dentro da batalha de Iwo Jima e nos States.

Nota: * * * * 1/2



Eis outro daqueles filmes que só teria esta intensidade, este ambiente e esta "arte" com um único realizador. Neste caso, é o Mestre Martin Scorsese. Vejo este segundo remake (este, do filme asiático «Infernal Affairs») da carreira do realizador como um terceiro filme da saga «Goodfellas», sendo o segundo filme desta trilogia «Casino». E, em parte, até faz algum sentido, porque a linguagem, o tema dos filmes (a máfia) e a profundidade como se aborda o mesmo, com aquele tom sarcástico, irónico e realista, é igual. Mas «The Departed» chega a ser diferente dos outros dois por um fator: tem uma história concisa (aliás, foi esta a razão dada pelo próprio realizador pelo facto de ter ganho o Oscar com este filme). Este thriller, com uma pitada de humor (muito) negro, trata da história de dois indivíduos: um, agente da polícia infiltrado na máfia, e o outro, um mafioso infiltrado na polícia que investiga a organização em que está metido. Este filme de duas horas e meia aborda com mestria esta história de crime, e Scorsese, que consegue sempre adaptar-se muito bem a qualquer ambiente que pretende explorar (e já foram muitos e muito diferentes entre si), e aqui, oferece-nos uma realização frenética, descontrolada e intimista, trazendo-nos uma panóplia de excelentes atores (especialmente Leonardo Di Caprio e Jack Nicholson, que estão cinco estrelas) e um argumento muito bem construído e preciso, num filme de crime como deve ser, que leva ao espetador o que ele quer ver e não ser um banal episódio de uma série policial.

Nota: * * * * *
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PostPosted: Tue May 01, 2012 1:11 pm    Post subject: Reply with quote


«Cartas de Iwo Jima» é o filme que complementa as duas visões do terrível conflito que, durante a Segunda Guerra Mundial, teve lugar na ilha de Iwo Jima. Depois da perspetiva da fação americana do combate, é aqui mostrada, neste filme, a versão japonesa dos acontecimentos. Partindo de escritos reais do general Kuribayashi, Clint Eastwood e a sua equipa reconstituem, da forma mais fiel possível à realidade (mais uma vez), os dramas e as peripécias que os combatentes japoneses tiveram que passar durante o conflito. E se o primeiro filme, «As Bandeiras dos Nossos Pais», já tinha sido um filme bastante bom, este tornou-se excelente, por ser ainda mais profundo e por analisar melhor o que se passou na ilha de Iwo Jima. Praticamente quase todo falado em japonês, este filme é uma lição de História, uma lição de Cinema, e também uma lição para o Mundo, pois o objetivo de todo o filme será que todos aqueles procedimentos de guerra não passem deste filme e que não voltem a tornar-se realidade. Em «As Bandeiras dos Nossos Pais», abordava-se mais em pormenor o mudar de vida que um indivíduo sofre depois de ter estado a servir o seu país em guerra. Em «Cartas de Iwo Jima», é-nos mostrado, de uma forma intensa e, em certos momentos, chocante, de como a mentalidade de todos aqueles soldados fica perturbada, e mudam as suas noções de patriotismo ao encararem com as mortes, as catástrofes, e por uma derrota, que a cada dia se tornará mais certa. «Cartas de Iwo Jima» é um excelente épico de guerra que já se tornou um clássico, e dos mais realistas e mais interessantes filmes sobre a Segunda Guerra Mundial. Os dois filmes devem, de certeza, ser vistos, pois complementam-se um ao outro, mas penso que esta visão dos japoneses torna-se mesmo obrigatória para quem gosta de filmes deste género, com um certo toque de humanidade, que nos mostra que as pessoas não são máquinas prontas a destruir o primeiro ser humano que lhes aparece à frente.

Nota: * * * * *
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PostPosted: Tue May 01, 2012 3:46 pm    Post subject: Chronicle Reply with quote



Possivelmente um filme de e para adolescentes. Com a velha premissa do(s) jovem que causualmente adquire super-poderes, é um filme entretido, repleto de efeitos especiais mas para não ser levado a sério.
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rui sousa



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PostPosted: Sun May 06, 2012 10:08 am    Post subject: Reply with quote


É impossível acrescentar algo de novo a tudo o que já foi dito e escrito sobre «Scarface - A Força de Poder», o filme de Brian de Palma adaptado do original de Howard Hawks. O que posso apenas dizer é que me posso juntar à (enorme) legião de fãs que idolatram este filme, e mais precisamente, a personagem principal, o traficante Tony Montana.
Achei muito curioso todo o culto à volta do filme. Os extras do DVD, que são muito interessantes, deram-me a entender a enorme influência que «Scarface» tiveram na cultura popular americana (e não só). E isto só alguns filmes são capazes de fazer: serem tâo bons que começam a fazer parte da sua própria cultura. Tal como acontece com «O Padrinho».
A história centra-se numa América de princípios dos anos 80, onde conhecemos Tony Montana, um dos muitos presos cubanos que foram "enviados" para os states, a ordens de Fidel Castro. E, depois, tudo o que se segue é, nada mais, nada menos, que a ascensão de Tony no mundo da droga, tornando-se um dos seus maiores traficantes. Mas, claro, nem tudo são rosas, e para se ter o sonho americano, é preciso pagar um preço...
Ao contrário de algumas pessoas já confessaram (tal como o Nuno Markl, numa edição da «Caderneta de Cromos» dedicada a este épico do crime), eu não fiquei, depois de ver esta fita, com vontade de ingressar no mundo da droga. Muito pelo contrário! Até porque o filme consegue ser tão real, mas tão real, que teria receio de fazer parte de um mundo daqueles. É tudo muito giro, à primeira vista, mas eu não gostaria nada, de ser como o Scarface.
Mas pronto, só sei é que o filme foi uma ótima experiência de cinema. O argumento, da autoria de Oliver Stone, está muito bem escrito, a realização de Brian de Palma é muito competente e poderosa, dando ao filme um estilo muito próprio e diferente do que o habitual, e claro, a interpretação soberba de Al Pacino. Que mais posso dizer sobre este filme? Bem, de momento, não sei de mais nada - ainda estou completamente de boca aberta, dois dias depois de o ter visto. Ainda se vai ouvir falar deste filme por muito, muito tempo.

Nota: * * * * *


O 18.º filme que vi de Woody Allen é simplesmente mágico. E deve ser dos mais originais e cativantes filmes do realizador. Quem nunca imaginou que, quando vemos um filme, é como se os atores estivessem a representar só para nós? Foi essa ideia que Allen pretendeu transmitir com este filme, e como, muitas vezes, a personagem e o ator que interpreta, não são tão parecidos como imaginamos. Nesta fita, que é das mais aclamadas do realizador, a personagem de Mia Farrow é uma viciada em filmes e ficou fascinada pela última estreia no cinema do bairro: «A Rosa Púrpura do Cairo». E, quando foi ver o filme pela quinta vez, uma das personagens decidiu sair do ecrã para a ir conhecer. Surreal, não é? Nada de mais para Woody Allen, que sabe concretizar as ideias mais absurdas com uma perna às costas.
Entretanto, a rebeldia da personagem do filme causa uma grande polémica e a desordem total no mundo do cinema, e então, o estúdio responsável pela «Rosa Púrpura do Cairo», decide enviar para lá o ator que encarnou a personagem, que entretanto, está perdida de amores por Mia Farrow. Só que, depois, ela terá de escolher entre a personagem irreal e o ator de carne e osso e não-ficcional.
Este é dos filmes mais bonitos de Woody Allen e que brinca com o conceito do próprio cinema de uma maneira muito engraçada e original. Comparo este filme a um mais recente, «Meia-noite em Paris», por uma simples razão: faz-nos transportar para ideias que só existiram mesmo dentro da nossa cabeça, de uma maneira completamente mágica e cativante, pondo Allen num lugar de topo como um dos maiores criativos da história de Hollywood.

Nota: * * * * 1/2


Em 1952, devido a (falsas) suspeitas de estar ligado ao partido comunista americano, em plena época de fanatismo como foi a da "caça às bruxas", o génio da comédia Charlie Chaplin é obrigado a fugir do país que o deu a conhecer ao mundo, refugiando-se na Europa enquanto o McCarthyismo perdura nos EUA.
Em 1957, Chaplin realiza, escreve, interpreta, produz e compõe a música de «Um Rei em Nova Iorque», uma comédia que pretende ser uma sátira ao modo de vida e à cultura dos americanos, através de história de um rei fictício, Shadov, que exila-se nos EUA para sobreviver à tirania vivida no seu país. E é nos states que Shadov conhecerá as manias americanas, a publicidade excessiva que inunda tudo quanto é sítio, e o fanatismo deste povo em certos aspetos, que infelizmente permanecem hoje em dia, mas de uma forma diferente. Shadov vai-se ver sem dinheiro (pois o seu tesoureiro fugiu e levou-lhe a massa toda), mas a sua repentina popularidade (devido a um programa de apanhados em que foi a personagem principal) vai ajudá-lo a angariar dinheiro com muitas propostas publicitárias que começam a florescer.
Na minha opinião, o filme é interessante, mas, infelizmente, não conseguiu ser bom, ou tão bom como os anteriores filmes de Chaplin, autor de grandes obras-primas do cinema como «Tempos Modernos», «O Garoto de Charlot» e (o meu favorito de todos) «O Grande Ditador».
Mas, é claro, temos de contextualizar a feitura deste filme com as dificuldades com que Chaplin teve de se debater para o fazer, toda a pressão da rodagem do filme (que, citando o especialista em Chaplin, David Robinson, que faz uma pequena introdução ao filme, dá para se sentir que o filme não foi feito com calma) e claro, os poucos meios que o cómico teve para concretizar a sua comédia. Mas pronto, o filme tem algumas coisas más, e outras coisas boas. Há cenas do filme que são profundamente de génio, mas «Um rei em Nova Iorque» deixa muito a desejar: cenas montadas à pressa, que se sucedem umas às outras sem qualquer objetivo e sim apenas para Chaplin se "vingar" da América, esquecendo-se de alguns pontos-chave de uma obra cinematográfica (como uma história bem desenvolvida), a montagem feita à pressa e um final demasiado curto e pouco trabalhado, fazem com que esta fita não passe do interesse de se a ver uma vez na vida e nunca mais. E penso que, se os últimos dez minutos do filme fossem mais desenvolvidos e tivessem a mesma qualidade que algumas cenas do filme, talvez esta obra pudesse ser mais memorável. Havia tanto para explorar e "atacar". É verdade que as condições não foram as melhores para «Um rei em Nova Iorque» poder ser melhor do que se tornou, mas, pelo menos, Charlie Chaplin deixou uma comédia interessante, que entretém quem a vê, e que também reflete a vida da época e a fase mais turbulenta da vida de um dos maiores cómicos da História do Cinema.

Nota: * * * 1/2
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PostPosted: Sun May 06, 2012 1:40 pm    Post subject: Reply with quote



Vi este filme por duas razões: George Lucas e as sequências com os aviões. (adoro modelismo à escala para quem não sabe) Porém fiquei muito desapontado com o enredo fraquíssimo e o desenlace 100% previsível. Depreende-se logo pelo trailler que o filme aborda o tema da xenofobia e racismo.
Logo, perder 2 horas à volta disto é uma opção a considerar...
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