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Filmes que estão a ver ou recentemente vistos
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Post new topic   Reply to topic    Fórum Mistério Juvenil Forum Index -> O CINEMA E O CINEMA PORTUGUÊS
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Miguel Freire



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PostPosted: Sat Oct 29, 2011 11:20 am    Post subject: Reply with quote

Cadernetas wrote:
Eu vi recentemente o The Way, sobre o caminho francês de um peregrino. Despertou-me o interesse pois no mes passado fizemos o caminho a pé de Valencia até Santiago de Compostela que é onde tb termina o do filme.


De Valencia?! Isso ainda é uma caminhada grande! Wink
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Cadernetas



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PostPosted: Sat Oct 29, 2011 1:49 pm    Post subject: Reply with quote

Ó Freire enganei-me! Queria dizer Valença! Valença do Minho! lololol
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rui sousa



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PostPosted: Sat Oct 29, 2011 9:59 pm    Post subject: Reply with quote



Um grande espetáculo visual e cinematográfico. É assim que, em meia dúzia de palavras, se pode resumir «As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne», capítulo primeiro de uma saga que, espero eu e muita gente, dure e muito! Pelo menos mais um capítulo, para concluir este.

Mas prosseguindo, gostaria de dar a minha opinião sobre Spielberg e Indiana Jones. Muitos dizem que este filme do Tintin fazem parecer uma espécie de «Indiana Jones V». Nego essa ideia, acho que é exatamente o contrário. Todos os filmes do Indiana Jones são spin-offs do Tintin. Aliás, acho que o Tintin é bem melhor que o Indy (desculpai o que eu acabei de dizer, adoradores da famosa personagem de Harrison Ford!). Eu sou um grande fã da personagem belga, sou capaz de ter lido cada álbum umas setecentas vezes (sem exageros), e acho que o filme é extraordinário. É claro que as histórias foram adaptadas de uma forma diferente, e vários elementos dos álbuns «O caranguejo das tenazes de ouro» e «O segredo do Licorne» foram misturado (bem como uma cena de homenagem ao álbum «Explorando a Lua», que me parece que, até agora, apenas alguns notaram), mas o filme não perde nada por isso. Digo até que esta é a melhor adaptação cinematográfica da obra de Hergé. Mas se quiserem ver uma adaptação mais fiel aos livros, vejam a série animada dos anos 90. Senão, vejam esta versão Spielbergiana do Tintin, que contém uma série de pormenores que achei muito mas muito interessantes, como o facto de Hergé aparecer no início do filme (a pintar o próprio Tintin), e também o jornal que aparece no filme se chamar... «Le petit Vingtième».

Em suma, aconselho a que vejam a versão francesa. Se forem como eu e se tiverem habituado, desde novos, ao mundo do Tintin nessa língua, vale a pena ver a dobragem francesa. E gostava de salientar que se nota perfeitamente que quem fez aquele filme (todas as pessoas envolvidas, não só o Spielberg) tem um grande carinho e admiração ao mundo de Tintin, porque se assim não fosse, o filme não teria sido bom. Porque o argumento dá as voltas que dá, mas é muito dentro do espírito de aventura das obras de Hergé (que, a esta hora, deve estar contente de alegria, esteja onde estiver). Spielberg consegue fazer um extraordinário filme não precisando de fazer cenas mirabolantes e a caminhar mais para o desinteressante, como acontece em algumas das suas sagas como «Jaws» e «Jurassic Park», fazendo um filme que agrada a todos, admiradores ou não do Tintin. Por isso, com mil milhões de mil macacos, ide visionar esta fita!

Nota: ****1/2
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rui sousa



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PostPosted: Sun Oct 30, 2011 6:50 pm    Post subject: Reply with quote



Às vezes fico incrédulo com as notas e comentários que certos criticos dão a certos e determinados filmes, dando por vezes uma pontuação a uns que não chegam a dar a outros, mesmo que estes sejam semelhantes ou melhores que os outros.

O caso em questão é o filme «Senna», que acabei de ver há cerca de uma hora, e da crítica que Roger Ebert (um crítico que muito admiro e do qual sigo frequentemente o seu trabalho) fez a essa fita. Na crítica, Ebert deu 2.5/4 ao filme, e diz que este filme cumpriria a sua premissa, se se tratasse de um daqueles documentários de televisão dos canais desportivos, não revelando nada de novo sobre a vida do grande corredor de formula 1, considerado por muitos (eu próprio inclusive) como o melhor de todos os tempos. Ao ler esta crítica, há cerca de umas duas semanas, fiquei espantado e algo desolado sobre como seria o filme. Mas hoje vi-o e, pelo menos eu e os meus Pais, ficámos muito satisfeitos com o filme.

Eu sou um apreciador de formula 1 e um fã do Senna, e gostei da forma como a vida dele foi abordada para o grande ecrã. O que contribuiu muito para isso foi, sem dúvida, o facto do realizador não ser brasileiro (o que poderia condicionar o filme), dando uma visão mais imparcial da carreira do corredor. Asif Kapadia, realizador do filme, consegue, através de testemunhos da família Senna, de comentadores desportivos e pessoas chegadas a Ayrton Senna, um grande documentário que merece ser visto, quer se seja um fã ou não de formula 1. E ao contrário do que o Roger Ebert diz, eu não acho que este filme se assemelhe a um documentário televisivo. É bem mais que isso. Aliás, porque tudo o que há de importante para dizer sobre o Senna é dito, nada fica esquecido. O filme aborda principalmente dois temas: a relação algo conflituosa de Ayrton Senna com Allan Prost, e também a fama que o corredor teve no Brasil, que perdura até hoje, após o terrível acidente fatal de 1994, que o elevou a estatuto de lenda internacional.

Uma grande fita, auxiliada por uma competente montagem e uma boa banda sonora, faz jus à personalidade que foi Ayrton Senna. Porque as grandes figuras merecem grandes filmes. Senna tem, agora, o seu.

Nota: ****1/2
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Last edited by rui sousa on Mon Oct 31, 2011 7:57 pm; edited 1 time in total
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Miguel Freire



Joined: 21 Jul 2006
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PostPosted: Mon Oct 31, 2011 3:38 pm    Post subject: Reply with quote

Cadernetas wrote:
Ó Freire enganei-me! Queria dizer Valença! Valença do Minho! lololol


Já calculava Laughing Assim já fica um passeio melhorzito Wink
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rui sousa



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PostPosted: Thu Nov 03, 2011 3:15 pm    Post subject: Reply with quote

Al Pacino é o meu ator favorito, juntamente com Charlie Chaplin e Robert de Niro. E gosto também de filmes que abordem temas de justiça. E este filme, «...And Justice for all», junta esse grande ator a esse mundo da advocacia, num grande filme com uma história bastante interessante e lúdica, num certo sentido, sobre esse tema.
Al Pacino é um advogado que se confronta com o falhanço de alguns dos seus casos devido a certas particularidades do sistema judicial, e também por causa de um juiz particular. Ao longo do filme seguimos o percurso da personagem de Pacino mas também de outros advogados, com histórias também elas muito interessantes. E mais tarde, Pacino é chamado a defender o tal juiz, acusado de um crime de violação.
Se gostam de filmes deste género ou de séries de advogados, como o «Boston Legal» ou «The Good Wife», aconselho-vos que vejam este filme, que tem um rating no IMDB que considero algo baixo para um filme que é muito bom. E aliás, este filme torna-se uma boa razão para continuar a achar que, no meio de tanta tralha que é reposta milhões de vezes por semana, o canal Hollywood consegue emitir cinema do bom quando quer.

Nota: ****1/2
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rui sousa



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PostPosted: Sun Nov 06, 2011 5:18 pm    Post subject: Reply with quote



Há filmes que continuam a ser importantes na História do Cinema, passados mais de cinquenta anos após a sua estreia original. Um desses casos é «Fúria de viver», uma "tradução" de «Rebel without a cause», o segundo filme dos três protagonizados por James Dean, estreado um mês depois após a morte do ator, que por morrer tão novo tornou-se um mito incontornável do Cinema Americano.
Este filme retrata a rebeldia de uma geração da década de 50, com os seus dilemas, as suas alegrias e também, se formos a ver bem, as suas parvoíces. James Dean é Jim, um jovem que gosta, resumidamente, de se meter em sarilhos. Ao chegar a uma nova cidade com os Pais, irá ser confrontado com um mundo escolar novo e perigoso para ele, que o levará a estar no meio dos problemas e a arranjar alguns amigos.
Como eu disse, o filme vê-se bem, mesmo sendo tão antigo (porque há filmes que, com o tempo, perdem a "magia". Este não), e torna-se atual, em certa medida, por falar da adolescência de uma maneira que eu, jovem do século XXI, achei algo coincidente com a geração de hoje em dia.
O filme tem alguns coloridos característicos do cinema clássico que alguns não poderão gostar: planos longos, uma ou outra interpretação meio exagerada, mas eu gostei muito, e fiquei fã do James Dean. Neste filme ele faz uma grande interpretação, tanto ele como os outros jovens do filme. Por isso aconselho a sua visualização. E não se deixem acanhar pelo facto do filme ser antigo. Podem ter uma boa surpresa, com este e com outros filmes dessa época, que se tornaram imortais por terem conseguido resistir ao tempo.
Nota: ****1/2

PS - Só houve uma coisa que não gostei e que não costumo gostar na exibição destes filmes: o formato letterbox do ecrã, que cortava cerca de dois terços da imagem, e tínhamos apenas uma barra pequenina no meio das duas grandes pretas onde passava o filme. Não custava nada passarem aquilo em ecrã inteiro, não?
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PostPosted: Sat Nov 26, 2011 12:40 pm    Post subject: Reply with quote



«A última tentação de Cristo» é, na minha opinião, uma das melhores versões cinematográficas da vida de Cristo que tive o prazer de contemplar até hoje. Além de ser um filme muito bonito, baseado no controverso livro de Nikos Kazantzakis (se bem que tudo o que envolva Jesus Cristo é provável que seja causador de controvérsia), é uma história baseada nas Escrituras (podemos ver alguns episódios reais da vida de Cristo no filme, como a ressurreição de Lázaro ou a crucificação), que nos dá uma visão da vida de Cristo mais real e humana. Eu, como crente, digo-vos que imagino que Ele tenha sido uma figura assim, uma pessoa simples e mais humana. E por isso gostei do filme. Um pouco pesado em certas partes, é verdade, mas não deixa de ser um filme belíssimo, com um excecional trabalho de realização do Mestre Martin Scorsese. Recomendo vivamente «A última tentação de Cristo», um filme um espantoso e excelente épico bíblico.

Nota: *****
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PostPosted: Thu Dec 01, 2011 2:52 pm    Post subject: Reply with quote

Agora ando a rever a trilogia "Regresso ao futuro" Smile
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Miguel Freire



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PostPosted: Mon Dec 05, 2011 9:30 pm    Post subject: Reply with quote

rui sousa wrote:
Agora ando a rever a trilogia "Regresso ao futuro" Smile


Na semana do Natal vou ver esses filmes com os meus filhos. Quero ver qual será o impacto. Provavelmente perguntam-me se não havia Beyblades na altura ...
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rui sousa



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PostPosted: Tue Dec 06, 2011 6:36 pm    Post subject: Reply with quote

Laughing Laughing

E ontem vi o «Ghostbusters». Achei um filme engraçado e tem uma história interessante, embora não seja um blockbuster tão memorável como o «Regresso ao futuro».

Nota: ****
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rui sousa



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PostPosted: Sat Dec 10, 2011 12:57 pm    Post subject: Reply with quote



Adaptação da famosa peça teatral homónima de Edmond Rostand, «Cyrano de Bergerac» conta com a brilhante interpretação de um dos maiores atores franceses dos últimos trinta anos, Gerard Depardieu, cujo papel neste filme lhe valeu um prémio de Cannes como melhor ator e uma nomeação para os Oscars na mesma categoria. A história passa-se no século XVII, época marcada por grandes revoluções sociais e científicas, centrando-se na personagem de Cyrano de Bergerac, um poeta com uma coragem sem igual que se apaixona pela sua bela prima Roxana (muito bem interpretada por Anne Brochet), mas que esconde esse sentimento da sua amada por causa de um pequeno inconveniente de Cyrano: o seu grande nariz. Esta fita tem comédia, ação e drama em doses iguais. Nada é demasiado comercial ou demasiado lamechas para não se poder considerar que «Cyrano de Bergerac» é um grande filme europeu, que nos faz entrar numa época muito diferente da nossa, com um nível de detalhe muito interessante e que nos faz estar com mais atenção durante o visionamento para não nos escapar nada de nada. Por isso digo que um filme destes, a retratar um século como este, deve ser feito por europeus e não pela grande indústria americana, porque senão este filme seria só puro entretenimento ligeiro de sábado à tarde. Felizmente, «Cyrano de Bergerac» não é isso. Tem muito mais do que possa aparentar.

Nota: * * * * 1/2
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PostPosted: Sun Dec 11, 2011 1:07 pm    Post subject: Reply with quote



Num ambiente de instabilidade e de crise como é este que, na atualidade, a sociedade tem de se confrontar, torna-se urgente manter vivos os valores morais e éticos que nos foram ensinados e que devem continuar a ser preservados para as próximas gerações, tentando que talvez as pessoas se apercebam que pode haver uma luz no meio da escuridão, para mudar um mundo que, em variadas situações do quotidiano, me faz pensar que esses valores, simplesmente, não existem.
«Peço a palavra», no original «Mr Smith Goes to Washington», é um filme que tenta mostrar ao espetador que, apesar de toda a maldade e injustiça que abunda na sociedade do século XXI, há sempre alguém que, no meio de uma grande multidão, se destaca por querer mudar o seu espaço ou a mentalidade do Homem.
O filme, realizado por Frank Capra ("Do céu caiu uma estrela") conta-nos a história de Jefferson Smith, um indivíduo da província que é convidado para o cargo de senador por Washington D.C, mas cujo papel vai ser, para muitos políticos do Senado, o de uma marioneta ao seu serviço, pronta a ser manipulada e a entrar no jogo de Jim Taylor, o líder de toda uma máquina política montada, onde reina a corrupção e a mentira. Smith vai tentar criar uma lei para ser aprovada no Senado, com a ajuda da sua assistente, Clarissa Saunders, que mais tarde o irá informar do negócio obscuro que não irá permitir que o inocente senador consiga levar a sua lei sobre a criação de um campo para jovens no local onde pretendia para o bom caminho, levando Smith a despertar e aperceber-se da grande teia de corrupção em que se está a meter, onde está nela incluído o senador Joseph Paine, um dos capatazes de Jim Taylor, e que o fará ser armadilhado para que o dito negócio obscuro não seja revelado no Senado.
«Mr Smith Goes to Washington» é uma das grandes obras-primas do cinema americano e um filme notável por continuar (infelizmente) atual, e por isso torna-se um filme importante para compreender o submundo da política americana (e não só!) e torna-se uma história que, tal como referi, pretende dar uma esperança ao espetador. Uma esperança de que há sempre alguém que consegue ser mais forte que a corrupção e a falsidade e que tem a verdade e os seus valores acima de todas as coisas. Um filme intemporal e fresco, mesmo passados mais de setenta anos sobre a sua estreia original.

Nota: * * * * *
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rui sousa



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PostPosted: Wed Dec 21, 2011 12:15 pm    Post subject: Reply with quote

Fazendo aqui um update à lista de filmes vistos:



A grande imaginação e o humor genial de Woody Allen estão bem patentes em «Balas sobre a Broadway», um dos filmes mais famosos e aclamados do comediante americano. A fita passa-se nos anos 20, tendo como pano de fundo uma América dominada pela máfia e pelos seus interesses, com muita corrupção e assassínios à mistura. No meio de tudo isto, surge um autor de peças de teatro (John Cusack) que pretende que a sua nova obra seja um grande êxito (ao contrário das suas antecessoras). Mas para levar a sua peça para os palcos da Broadway, esta personagem só o conseguirá graças ao seu novo mecenas, um dos grandes líderes da máfia local, que o obriga a colocar a sua namorada num dos papéis da peça, embora ela seja péssima a representar (e ela, claro, não acha isso). Para ir aos ensaios a dita cuja é obrigada a ser vigiada pelo seu guarda-costas, que mais tarde irá ajudar o autor da peça a melhorá-la e tornando-se também ele o seu autor. Este filme é muito divertido, e dos poucos que vi do Woody Allen até hoje, é dos que gosto mais, juntamente com «Annie Hall» e «Meia noite em Paris». Um filme muito recomendável, hilariante, bem representado e escrito.

Nota: * * * * 1/2



«O cowboy da meia noite» retrata a vivência de dois homens nas ruas de Nova Iorque (e em particular a "47 street"). Joe Buck (Jon Voight) é um ingénuo rapaz do campo com um passado não muito feliz, que decide viajar até Nova Iorque para enriquecer à custa de mulheres mais velhas e mais ricas. A dada altura, conhece Ratso Rizzo (Dustin Hoffman naquela que considero a sua melhor atuação, de todos os filmes que vi do currículo deste ator), um vagabundo deficiente e também com uma triste história de vida, que se irá juntar a Joe e a ajudá-lo no seu "negócio". «O cowboy da meia noite» é um grande clássico do cinema americano, aplaudido e aclamado desde a sua estreia até aos nossos dias, tendo vencido três Oscares da Academia para melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor filme de 1969. De destacar as poderosas interpretações das duas personagens principais, o soberbo argumento, a excelente montagem e a extraordinária realização. Uma obra cinematográfica que não merece ser esquecida.

Nota: * * * * *



É praticamente impossível dizer algo sobre «O Padrinho» que ainda não tenha sido referido e discutido. O que é possível é concordar com a maioria das pessoas que viram o filme e dizer: sim, é extraordinário. Uma obra épica a suar de excelência por todos os poros. Uma fita que nos leva à raiz do verdadeiro cinema e ao que de melhor se fez em toda a História da Sétima Arte.
Perdoem-me o vocabulário muito elaborado, com a utilização excessiva de adjetivos com os quais escrevo esta crítica. Mas só assim consigo falar de «O Padrinho» para ser mais credível. Sempre que ouço algum colega ou amigo falar mal ou ignorantemente do filme, logo entro em defesa da obra da autoria de Francis Ford Coppola. E tive a oportunidade de revê-lo ontem e hoje (ontem à noite o cansaço era demais para conseguir ver até ao fim e deixei os últimos quarenta minutos de filme que faltavam para hoje de manhã), e também vou aproveitar para conhecer melhor os capítulos seguintes que me deixaram muitas dúvidas no ar. Mas após o terceiro visionamento do primeiro capítulo desta monumental trilogia, eu reafirmo: é E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R! Acho que alguém que goste de cinema a sério e não goste do «Padrinho», pelo menos deste primeiro capítulo (não quero dizer que precise de adorar o filme como eu e muita gente, mas se não reconhece nele uma marca cinematográfica importante), peço imensa desculpa, mas então não pode afirmar-se como um cinéfilo. Não é que eu passe a ser um por venerar «O Padrinho», mas só sei que ver este filme enche a minha cultura e o meu gosto do cinema de cada vez que o vejo. Altamente recomendado.

Nota: * * * * *



«Brincadeiras Perigosas», um filme de Michael Haneke, é um prodigioso exercício sobre o poder do cinema e aos diversos tipos de manipulação dos media a que o espetador é, muitas vezes, induzido a aceitar. Estamos perante um filme que vira de pernas para o ar a própria definição que cada um tem do cinema, e mostra que, na sétima arte, tudo é possível. É-nos apresentada uma história que, ao princípio, parece clássica: Um casal e o seu filho vão passar férias numa vivenda num sítio com paisagens fantásticas, e depois são encurralados por um par de psicopatas que irão brincar com as suas vítimas. O bom de «Brincadeiras Perigosas» é por não ser banal ou previsível. É capaz de, quem o ver, ficar surpreso com as reviravoltas que se sucedem em toda a história. Mas este filme não é possível que agrade a toda a gente. É uma obra que divide opiniões. Mas mesmo assim acho que ver «Brincadeiras Perigosas» é uma grande experiência, quer que se aprecie ou não a fita ou a obra de Haneke.

Nota: * * * *

«A fúria da razão»
(não estou a conseguir pôr a imagem)

Eis o grande feito dos tugas. Muitas vezes dão títulos traduzidos aos filmes que nada têm a ver com os originais, mas depois vai-se a ver e alguns soam muito bem e ficam melhor que os do país de origem. «Dirty Harry», na nossa língua «A fúria da razão», é um desses casos. Gostei de ontem à noite passar duas horas na companhia do detetive Harry Callahan, uma figura já lendária do cinema de ação americano, interpretada pelo veterano Clint Eastwood. Harry é um inspetor da polícia de São Francisco, implacável e que gosta de impôr respeitinho por todos os lados por onde passa - não vá alguém levar um tiro no focinho por isso! -, que se vê a braços com a investigação de um assassino que mata vítimas ao acaso. Harry não vai olhar a meios para atingir os seus fins, mas claro, a lei, por vezes, dá umas patadas na poça que impedirão Harry de alcançar o seu objetivo principal: capturar aquele estranho psicopata. O filme não é uma obra-prima, nem é o melhor filme com Clint Eastwood, mas entretém, mas sem ser entretenimento de "pastilha elástica". É bom entretenimento, que sabe bem ver.

Nota: * * * *
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PostPosted: Wed Dec 21, 2011 8:18 pm    Post subject: Reply with quote

O último que vi foi "In Time".

É uma abordagem fictícia da sociedade num futuro próximo onde o dinheiro em espécie deixou de existir e onde a imortalidade relativa é possível. Embora com algumas falhas de enredo e representação é um filme que aconselho.

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almachev



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PostPosted: Thu Dec 22, 2011 7:51 pm    Post subject: Reply with quote

Vi este Incendies, filme pesadote com um twist final de levar uma pessoa a dizer uau !!! Parece que esteve nomeado para o oscar de melhor filme estrangeiro, aconselho vivamente.
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PostPosted: Thu Dec 22, 2011 9:01 pm    Post subject: Reply with quote

Vi o trailler deste Incendies há um tempo atrás mas acabei por me esquecer.
Já está na minha lista.
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rui sousa



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PostPosted: Fri Dec 23, 2011 8:34 pm    Post subject: Reply with quote



«De quem é a vida, afinal?» é um espantoso drama do princípio da década de 80 realizado por John Badham e injustamente esquecido na atualidade. Adaptado da peça homónima de Brian Clark (que escreveu também o argumento cinematográfico), este filme conta-nos a história de Ken Harrison (Richard Dreyfuss), um escultor de profissão que fica quadriplégico após ser vítima de um acidente de viação que o obriga a ir parar a um hospital. Mais tarde, Ken, com a ajuda do advogado e de alguns amigos do hospital, irá tentar ter alta do estabelecimento para poder pôr um fim mais digno à sua vida. Contra Harrison estará o doutor Michael Emerson (John Cassavetes), que pretende cumprir o seu dever enquanto médico de manter vivos os seus pacientes. Com excelentes interpretações por parte de todo o elenco e um argumento muito bem escrito, este é um filme que merece ser visto e discutido por ser muito atual por falar de temas que continuam, ainda hoje, muito polémicos.

Nota: * * * * 1/2
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rui sousa



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PostPosted: Tue Dec 27, 2011 11:44 pm    Post subject: Reply with quote

«2001: odisseia no espaço»

Vi, no dia anterior à véspera de «Natali», esta magnífica peça cinematográfica que é «2001: odisseia no espaço». E digo-vos, fiquei espantado. Um filme espetacular a nível visual e cinematográfico, uma obra assombrosa, épica e extraordinária. Há quem a compare ao último filme do Malick. Para mim nada a ver. Este é uma verdadeira obra prima que me pôs a pensar, a pensar... Ainda estou a pensar em algumas perguntas que o filme me deixou. É fundamental qualquer ser humano ver este filme. «2001: odisseira no espaço» é um espaço de cinema puro e também uma oportunidade para o espetador refletir sobre os grandes mistérios da existência humana, acompanhado por uma fantástica banda sonora e uma excelente história de ficção científica, que ultrapassa várias épocas do passado, do presente e do futuro da Humanidade. E imagino que, se ver este filme num ecrã pequenino já causou um impacto tão grande em mim, imagino num ecrã gigante (que é onde se deve poder contemplar a 100% a magnificiência desta obra)! Um filme poderoso, o meu preferido do genial Stanley Kubrick juntamente com o "laranja mecânica", dos poucos que já vi deste realizador.

Nota: * * * * *

«A festa»

«A festa» é tida como um clássico da comédia cinematográfica e um filme de culto. Peter Sellers interpreta Hrundi Bakshi, um ator indiano em Hollywood que, após ter acidentalmente destruído um cenário de um filme que estava previsto explodir dois minutos depois, é convidado por engano para uma festa reservada para a elite hollywoodiana. Nessa festa, Bakshi conhecerá vedetas, produtores e celebridades e irá meter-se no mais variado leque de sarilhos, que tenta resolver sempre com boas intenções, mas que acaba sempre por criar o caos total. «A festa» é um filme que conta com a assinatura de Blake Edwards (também conhecido pelos filmes da "Pantera cor de rosa") que se torna buma sátira tresloucada e divertida ao estranho mundo de Hollywood, que muitas vezes parece, ao olhar dos seres humanos, um planeta muito distante da Terra.

Nota: * * * *
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PostPosted: Mon Jan 02, 2012 9:44 pm    Post subject: Reply with quote



«O concerto» é uma história bonita, humana, cómica e dramática sobre música, relações humanas e a sociedade russa da modernidade, contando com muitos momentos de crítica ao modo de vida de certos particularidades desse país. O filme centra-se na história de Andrei Filipov, um grande maestro do teatro Bolshoï que viu a sua carreira arruinada por não seguir, trinta anos antes, não seguiu as ordens do Partido e decidiu continuar a tocar com a sua orquestra com músicos judeus, considerados «Inimigos do Povo», o que fez com que Filipov fosse também considerado uma ameaça para o regime comunista de então. Nos nossos dias, Andrei é um empregado de limpezas do Bolshoï que, ao ler um fax que não lhe era dirigido, mas sim ao diretor do teatro, descobre que um teatro francês quer que a orquestra vá tocar a Paris. Filipov decide reunir os seus antigos amigos (que estão também a trabalhar em pequenos empregos, fora do circuito musical), numa jornada até a capital francesa que se torna num grande filme europeu, divertido e emocionante, e muito carregado de humanidade. Uma pérola.

Nota: * * * * 1/2



Um retrato negro e cru da vida num ghetto na América da década de 80, é como se pode resumir este filme, «Precious», sobre uma adolescente de 16 anos, vítima de maus tratos por parte da Mãe, e violada pelo Pai, que tenta fazer a sua caminhada ultrapassando alguns obstáculos pessoais que se lhe vão surgindo. Ver este filme foi uma grande surpresa. Não é dos tradicionais filmes melodramáticos todos bonitinhos de Hollywood, com uma Sandra Bullock ou uma Susan Sarandon a salvarem o dia e serem muito queridas e semelhantes a anjinhos muito santinhos (aliás, por mim, o Oscar não teria ido para a Bullock, mas sim para Gabourdey Sidibe, protagonista de «Precious»). É um filme realista, e por isso um filme extraordinário, com excelentes interpretações, argumento e realização. Dos poucos filmes dos Oscares de há dois anos que não são medianos. Este é extraordinário.

Nota: * * * * *



O ano de 1995 foi um grande ano. Não só porque nasceu o indivíduo que escreveu esta crítica, como também devido aos grandes filmes estiveram nomeados para os Oscares nesse ano (como «Os suspeitos do Costume» e «Pulp Fiction», se não estou em erro), e também porque foi o ano em que se deu o triunfo de Nelson Mandela, tema deste filme realizado por Clint Eastwood, de nome «Invictus». Mandela quis, a partir da equipa de rugby da África do Sul (os Springboks), dar credibilidade à sua mensagem e ao seu testemunho de vida, colaborando para que fosse possível a vitória do seu país no Mundial de rugby de 1995. Morgan Freeman está muito bem no papel de Nelson Mandela, assim como Matt Damon no papel de François, o capitão dos Springboks. Além de ser um filme sobre desporto, «Invictus» consegue ser também uma homenagem à vida de Mandela e à sua luta contra o apartheid, bem como um tributo à música sul-africana, graças à excelente banda sonora da fita, muito carregada com sons e estilos desse país. Em resumo, «Invictus» é uma fita muito boa, e está tudo dito.

Nota: * * * * 1/2
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Miguel Freire



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PostPosted: Thu Jan 05, 2012 11:05 pm    Post subject: Reply with quote

rui sousa wrote:



«Brincadeiras Perigosas», um filme de Michael Haneke, é um prodigioso exercício sobre o poder do cinema e aos diversos tipos de manipulação dos media a que o espetador é, muitas vezes, induzido a aceitar. Estamos perante um filme que vira de pernas para o ar a própria definição que cada um tem do cinema, e mostra que, na sétima arte, tudo é possível. É-nos apresentada uma história que, ao princípio, parece clássica: Um casal e o seu filho vão passar férias numa vivenda num sítio com paisagens fantásticas, e depois são encurralados por um par de psicopatas que irão brincar com as suas vítimas. O bom de «Brincadeiras Perigosas» é por não ser banal ou previsível. É capaz de, quem o ver, ficar surpreso com as reviravoltas que se sucedem em toda a história. Mas este filme não é possível que agrade a toda a gente. É uma obra que divide opiniões. Mas mesmo assim acho que ver «Brincadeiras Perigosas» é uma grande experiência, quer que se aprecie ou não a fita ou a obra de Haneke.

Nota: * * * *


Vi este há uns anitos na Casa das Artes, no Porto. Estava a gostar do filme até chegar ... aquele fim!! Evil or Very Mad

A minha primeira impressão foi "o tipo está a gozar connosco!". Passado este tempo concluo que a intenção seria desarmar o espectador e mostrar que no cinema tudo é realmente possível.


Last edited by Miguel Freire on Thu Jan 05, 2012 11:34 pm; edited 1 time in total
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rui sousa



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PostPosted: Thu Jan 05, 2012 11:31 pm    Post subject: Reply with quote

Sim Miguel, a ideia foi essa, e por isso gostei do filme. Porque se calhar se fosse um thriller mais tradicional, pronto, já se sabia que, ao menos, o final seria o que se estava mais à espera. Mas gostei deste filme por ter ficado tão surpreendido pela forma como o Haneke construiu aquela história. Mas claro, sabemos que é ficção e nada daquilo seria mesmo possível.

Entretanto a RTP2 anda a transmitir filmes do Woody Allen e vi mais dois:



Este é um musical. Mas à Woody Allen. Ou seja, não é um filme musical aborrecido (como muitos o são) que se assemelha a estar a ver um canal de videoclips, numa espécie de playlist. É um musical neurótico e cómico, uma própria sátira às comédias musicais da primeira metade do século XX (e um bocadinho da segunda). Este filme musical distingue-se de muito dos outros do género por ter conteúdo. E ter piada.
Acho que um dos grandes dotes de Woody Allen é saber pegar num tema ou numa personagem ou trama que já usou várias vezes e dar-lhe nova injeção de criatividade. Woody Allen pode fazer filmes simples, mas que não nos fazem ansiar pelo final, para sairmos da sala de cinema e "ufa, que alívio". Ao contrário de muitas películas que gastam milhões na sua produção e fazem bocejar o espetador (pelo menos eu) de tanta mediocridade passados menos de vinte minutos da sua exibição.
«Everyone says I love you» critica e satiriza, como é hábito nos filmes de Allen, a estupidez de certas particularidades da vida e do amor. É um grande filme mágico, divertido e com uma magnífica banda sonora.

Nota: * * * * 1/2

«Sweet and Lowdown - através da noite» (a imagem não estava a aparecer)

Este filme é curioso. Não me informei muito sobre ele antes de o ver, e só passado um bocado de ter começado a visioná-lo, é que me apercebi que era mesmo ficção, apesar de todo o ambiente meio "documental" que Woody Allen construiu no mesmo . Mas ao verem-se cenas com o estilo inconfundível do autor, é que me apercebi mesmo que era tudo ficção e nada de realidade. É um filme muito engraçado, sobre Emmett Ray, um guitarrista americano convencido, egocêntrico e arrogante, que se acha o melhor tocador de guitarra de todo o mundo. Ou aliás, o segundo melhor. À sua frente só fica o seu ídolo (quase como se fosse o seu Deus), um guitarrista francês, de nome Django Reinhardt. Esta obra é divertida e bem construída, e como já disse, tem lá a marca de Woody Allen. É por isso um filme diferente, de um autor que se distingue pela sua criatividade, que se demonstra com este filme, com boas interpretações e banda sonora. E tenham cuidado... pode parecer, mas este filme não tem nenhuma inspiração na vida de algum músico. A não ser que conheçam um guitarrista que tenha como passatempos andar aos tiros a ratazanas ou ver passar comboios de mercadorias. Assim mudo de opinião. Mas de resto... é tudo fruto da imaginação de Woody Allen.

Nota: * * * *
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