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Comida Vegetariana
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marion



Joined: 31 Jan 2009
Posts: 828
Location: Coimbra

PostPosted: Thu Dec 09, 2010 9:04 pm    Post subject: Reply with quote

bonecadeporcelana wrote:
Os enchidos têm uma bactéria que se aloja no estômago.


Qual é? Rolling Eyes


Uma das razões da má fama ( e proveito )dos enchidos provém do facto de serem secos ao fumeiro, prática que hoje já é pouco utilizada.

As taxas de incidência de cancro de estômago nas populações das regiões portuguesas em que o consumo desses produtos é elevado e continuado é maior mas a causa são substâncias presentes no fumo.
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Alguem



Joined: 11 Apr 2006
Posts: 2137
Location: Porto

PostPosted: Thu Dec 09, 2010 10:28 pm    Post subject: Reply with quote

bonecadeporcelana wrote:
Num sítio onde cheira a sangue até o animal menos inteligente consegue prever o que lhe vai acontecer. Se deitar lágrimas acho difícil que uma coisa não esteja relacionada com a outra.


Que haja uma qq reacção irritativa do globo ocular devido a calor excessivo, odores, fumos, reacções fisiológicas, etc., capaz de produzir lacrimação, admito.

Agora que haja uma relação de causa e efeito directa em animais desprovidos de conexões no sistema límbico tão desenvolvidas como no cérebro humano, a ponto de afirmarmos que choram porque prevêem o que lhes vai acontecer, duvido.

(agora vêm biólogos e médicos dar-me na cachola... aiii... Laughing )

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A minha cadela, fruto de reflexos condicionados, também se mostrava agitada sempre que estava no veterinário... mas nunca a vi chorar! Smile
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misterio
Site Admin


Joined: 17 Oct 2005
Posts: 2816
Location: Porto - Portugal

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 5:34 am    Post subject: Reply with quote

bonecadeporcelana wrote:
misterio wrote:
Não sou vegetariano é confesso que não vou lá muito com vegetais, infelizmente.


Já provaste tarte de cebola ?


Não, não gosto de cebola.


bonecadeporcelana wrote:
Os enchidos têm uma bactéria que se aloja no estômago.


O meu avó fartava-se de os comer e morreu com mais de 80 anos, não devemos abusar é verdade mas por vezes são mais os mitos que outra coisa.
Podem não acreditar mas a minha avó que morreu também com mais de 80 anos não bebia água, é verdade, eu nunca vi essa minha Avó a beber um copo de água, eram umas tacinhas de vinho e cevada com aspirinas, penso que se finou aos 83 anos. Estão a ver a Olivia Palito? Era exactamente igual, com a cabeça tipo bola e tudo.
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
Posts: 1176
Location: Lisboa

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 11:47 am    Post subject: Reply with quote

misterio wrote:

O meu avó fartava-se de os comer e morreu com mais de 80 anos, não devemos abusar é verdade mas por vezes são mais os mitos que outra coisa.


Não é mito, os enchidos têm mesmo uma bactéria que se aloja no estômago, mas creio que não provoca sintomas e, penso que só por si , não mata.
Por falar em mitos, na embalagem de Petas-zetas que enviaste dizia que nos EUA havia o mito urbano que se fossem ingeridas com Coca-cola faziam explodir o estômago. Um destes dias num programa de tv fizeram experiências com Coca-cola e Mentos e, quando os juntavam, o líquido transbordava da garrafa. Depois juntaram-nos mas num estômago de porco e fecharam a entrada do estômago e este não explodiu. Com as Peta-zetas deve ser o mesmo.
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Stracciatella



Joined: 26 May 2006
Posts: 310
Location: Covilândia

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 6:41 pm    Post subject: Reply with quote

Os animais não utilizam as glândulas lacrimais para expressar emoções (salvo, se não estou em erro, uma determinada espécie de gorila). Possuem, no entanto, outras formas de "chorar", nomeadamente através de sons.


Uma coisa é revoltarmo-nos contra a forma como o abate dos animais é feito e procurar alternativas em que eles sejam tratados condignamente. Outra é deixar de consumir. Somos omnívoros, não há como negar, milhares e milhares de anos de evolução fizeram-nos assim. Como tal, o consumo moderado (muito mais moderado do que a maior parte de nós faz) de carne, peixe e derivados é necessário.

E consumir soja, não é propriamente solução. A grande maioria da soja que consumimos é transgénica e além de não fazermos a mínima ideia dos efeitos dela no organismo a longo prazo, os dados que temos até agora são todos um pouco vagos, o seu efeito ambiental parece ser marcadamente negativo. Aconselho a ler um artigo que saiu, sobre o assunto, numa National Geographic de há uns 4 ou 5 anos atrás, caso encontrem.
_________________
http://oprojectodoroberto.blogspot.com/
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
Posts: 1176
Location: Lisboa

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 9:21 pm    Post subject: Reply with quote

marion wrote:
bonecadeporcelana wrote:
Os enchidos têm uma bactéria que se aloja no estômago.


Qual é? Rolling Eyes


Chama-se Helicobacter pylori .
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
Posts: 1176
Location: Lisboa

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 9:30 pm    Post subject: Reply with quote

Stracciatella wrote:
E consumir soja, não é propriamente solução. A grande maioria da soja que consumimos é transgénica e além de não fazermos a mínima ideia dos efeitos dela no organismo a longo prazo, os dados que temos até agora são todos um pouco vagos, o seu efeito ambiental parece ser marcadamente negativo.


Então e os efeitos no nosso organismo das hormonas que dão aos animais para eles crescerem ?
Conheço homens que comiam muita carne de frango e cujos seios cresceram devido às hormonas que são injectadas nos animais. Confused
Mas para quem gosta de carne, acho que deve aproveitar enquanto pode porque daqui a umas décadas o preço dela, nomeadamente devido à excassez de água, vai ser tão elevado que será um alimento de luxo.
Depois, com o passar do tempo, as pessoas vão perceber que comer animais é errado e vão achar que os seus antepassados eram uns selvagens.
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
Posts: 1176
Location: Lisboa

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 9:38 pm    Post subject: Reply with quote

"O cancro do estômago ou gástrico é, na esfera dos tumores do tubo digestivo, o segundo mais frequente. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), só em 2005 morreram cerca de 2.500 portugueses, vítimas deste tumor. No entanto, os especialistas asseguram que é possível preveni-lo.

Nas últimas décadas, tem-se assistido a uma diminuição na incidência do cancro gástrico. Situação que pode ser consequência de termos cada vez mais acesso a informação sobre o que devemos e não devemos comer, bem como da redução do consumo de tabaco e da consciencialização de que é necessário estar em forma.

Todos estes factores, somados à erradicação da bactéria Helicobacter pylori, considerada uma das principais causas deste tumor, diminuíram a sua incidência. Assim sendo, parece quase óbvio que a prevenção (e a informação!) sejam as formas mais acertadas para tentar diminuir a mortalidade por este tipo de cancro.

Factores de risco

As investigações mais recentes descreveram vários factores de risco que podem levar ao desenvolvimento de um cancro gástrico, apesar de se desconhecer ainda a forma como estes factores fazem com que as células que revestem as paredes do estômago se tornem malignas.

Conheça agora os principais e mais perigosos inimigos

Infecção por Helicobacter pylori

É a principal (mas não a única) causa de úlcera, tanto no estômago como no duodeno. Trata-se de uma bactéria que se adquire durante a infância. Apesar de produzir uma pequena inflamação, na maior parte dos casos é assintomática, pelo que passa despercebida.

Reside no estômago humano, sendo o único organismo conhecido a conseguir sobreviver num ambiente tão ácido. Estima-se que mais de dois terços da população ocidental esteja infectada pela bactéria e, nos pacientes com cancro do estômago, a taxa desta infecção é maior.

Constatou-se ainda que uma alimentação rica em sal aumenta a agressividade deste microorganismo.

Alimentação

Alimentos fumados, peixe e carne salgados, e vegetais conservados em vinagre aumentam as probabilidades de padecer deste cancro."
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Miguel Freire



Joined: 21 Jul 2006
Posts: 681
Location: Porto

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 9:57 pm    Post subject: Reply with quote

Eu acho que, como tudo, a alimentação deve ser equilibrada. O ser humano precisa de proteínas animais para sobreviver mas também precisa de vegetais.

O excesso de carne provoca doenças mas o consumo moderado não (salvo se houver alguma contaminação, que também pode acontecer nos vegetais).

Não me parece que se possa comparar a escravatura com o comer carne. Gosto muito de animais mas não os coloco no mesmo patamar que o ser humano. Dando um exemplo por excesso, se tiver que escolher entre matar o leão ou deixá-lo comer um homem, opto naturalmente por salvar o homem.

Sobre a questão de a carne vir a ser rara e cara por falta de água, também não creio. Antes disso acabam as plantas comestíveis.

E agora calo-me que já escrevi demais. Guardo o resto para debater ao vivo, coisa de que gosto mais.
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marion



Joined: 31 Jan 2009
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Location: Coimbra

PostPosted: Fri Dec 10, 2010 10:05 pm    Post subject: Reply with quote

bonecadeporcelana wrote:
marion escreveu:
bonecadeporcelana escreveu:
Os enchidos têm uma bactéria que se aloja no estômago.


Qual é?


Chama-se Helicobacter pylori .


Palpitava-me que te referias a esta bactéria mas atentemos na tua própria informação:


"As investigações mais recentes descreveram vários factores de risco que podem levar ao desenvolvimento de um cancro gástrico, apesar de se desconhecer ainda a forma como estes factores fazem com que as células que revestem as paredes do estômago se tornem malignas.

Conheça agora os principais e mais perigosos inimigos

Infecção por Helicobacter pylori É a principal (mas não a única) causa de úlcera, tanto no estômago como no duodeno. Trata-se de uma bactéria que se adquire durante a infância......
Constatou-se ainda que uma alimentação rica em sal aumenta a agressividade deste microorganismo.

Alimentos fumados, peixe e carne salgados, e vegetais conservados em vinagre aumentam as probabilidades de padecer deste cancro.""

Percebe-se portanto que a H.pylori não é veiculada pelos enchidos!

O sal dos enchidos ou de outros alimentos poderá é potenciar os efeitos da bactéria e para além disso, o fumo ( que serviu para defumar os enchidos), esse sim é cancerígeno, como eu já tinha dito Wink

E já agora, é evidente que os enchidos não são propriamente o que há de mais saudável mas como eu gosto de dizer, nem sempre nem nunca, e que alguns, para além de fazerem parte da nossa tradição gastronómica, são uma verdadeira delícia !( Para quem gosta, é claro Smile
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rui sousa



Joined: 13 Dec 2006
Posts: 1203
Location: Nasci no Porto mas vivo em Lisboa

PostPosted: Sat Dec 11, 2010 12:46 am    Post subject: Reply with quote

Opá, já dizem que há tanta coisa que faz mal...

Sempre que piscamos os olhos há partes do cérebro que desligam...
Pôr o computador em cima das pernas pode causar aos homens deficiências nos espermatozóides...
Coisas fritas e grelhadas, cancros e etc...

DEIXEM-NOS VIVER!!!

Twisted Evil

É claro que se formos na lógica do misterio, também penso que fumar não faz mal porque o meu avô fumava que nem um doido e durou até aos 80... mas enfim, há certas coisas, que se comidas com moderação, como é o caso dos churros e etc e tal, não acho que faça muito mal... temos é de ser equilibrados... comer de tudo...
_________________
À Beira do Abismo
Companhia das amêndoas
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 6:46 am    Post subject: Reply with quote

Miguel Freire wrote:

Não me parece que se possa comparar a escravatura com o comer carne. Gosto muito de animais mas não os coloco no mesmo patamar que o ser humano. Dando um exemplo por excesso, se tiver que escolher entre matar o leão ou deixá-lo comer um homem, opto naturalmente por salvar o homem.

Sobre a questão de a carne vir a ser rara e cara por falta de água, também não creio. Antes disso acabam as plantas comestíveis.


A desculpa para a escravatura é que os escravos eram bestas, a desculpa para comer animais é que eles não têm emoções, basicamente é idêntico.
Escolher matar um leão e salvar um homem é uma situação tão repentina que não se tem opção, em relação à comida pode planear-se o que se vai comer e optar pelo processo menos destrutivo.
Sobre achares que primeiro acabam as plantas comestíveis e só depois acaba a carne, devo dizer-te que a água que é necessária para produzir uma planta é insignificante comparativamente à que é necessária para produzir carne.
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 6:50 am    Post subject: Reply with quote

marion wrote:
O sal dos enchidos ou de outros alimentos poderá é potenciar os efeitos da bactéria e para além disso, o fumo ( que serviu para defumar os enchidos), esse sim é cancerígeno, como eu já tinha dito Wink

E já agora, é evidente que os enchidos não são propriamente o que há de mais saudável mas como eu gosto de dizer, nem sempre nem nunca, e que alguns, para além de fazerem parte da nossa tradição gastronómica, são uma verdadeira delícia !( Para quem gosta, é claro Smile


Seja ou não a tal bactéria que faz mal, o certo é que os enchidos são prejudiciais ao organismo e que Portugal, devido a essa delícia, tem uma das maiores taxas de cancro do estômago.
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 6:58 am    Post subject: Reply with quote

Monografia de Beto Propheta, professor de yoga, formado em administração pela USP: "Os impactos Sócio-Ambientais da Produção e Consumo de Carne Animal", em 2003."

(Por Beto Propheta)

Desde tempos remotos, o consumo da carne de animais é praticado por muitas comunidades do globo. Nascemos, fomos educados e condicionados sob essa influência cultural, e normalmente não temos a oportunidade de questionar esses valores sociais mais arraigados. Predomina nos dias de hoje a crença, tanto popular como científica, de que a carne é um alimento de alto valor nutritivo, devido à sua concentração de proteínas, o que reafirma aqueles hábitos culturais e cria “bases sólidas” para que muitas iniciativas estimulem a dieta carnívora, acreditando ser este um meio de se aliviar os problemas da fome e má nutrição no mundo. No entanto, esses valores e crenças relacionados à alimentação, assim como o atual sistema de produção de alimentos, têm se mostrado prejudiciais à sociedade e ao meio ambiente, além de contribuir para o aquecimento do clima global, o que não era esperado por aqueles que incentivaram o consumo de carne. Neste artigo, procuramos abordar e esclarecer essa questão.

As criações de animais para consumo humano contribuem largamente para a escassez de água potável em nosso planeta, que já afeta severamente a muitos países e tende a se agravar. Em muitas regiões do mundo, mais de 50% do uso total de água é para a criação de animais. Além disso, os bilhões de toneladas de estrume e urina produzidos por esses animais poluem a água, o que, além de torná-la imprópria para consumo, causa a morte de peixes e propaga agentes patogênicos que ameaçam a saúde humana. Somente os animais criados para consumo humano nos EUA produzem 130 vezes mais excrementos do que toda a população mundial!

A produção de animais também acarreta degradação da terra. A criação de gado é um dos principais responsáveis pela destruição das florestas tropicais, que são queimadas e devastadas para abrir pastos, gerando enorme perda de biodiversidade. O excesso de pastagem nesses locais gera diminuição da fertilidade do solo e desertificação. Mais de dois terços da superfície agrícola mundial, aproximadamente um terço da terra do planeta, é ocupada com criação de animais para consumo humano. Para cada quilograma de hambúrguer feito de carne produzida na América Central, estima-se que aproximadamente 10m² de floresta tropical são destruídos.

Além disso, a superprodução de grãos necessária para alimentar tantos animais criados para consumo resultou de práticas agrícolas insustentáveis, incluindo monoculturas e uso abusivo de fertilizantes e pesticidas, o que esgota os nutrientes do solo fértil mais rapidamente que as possibilidades de recomposição, polui a água e leva à evolução de insetos resistentes a pesticidas.

As criações também contribuem significantemente para a poluição do ar e para o efeito estufa, que terá conseqüências devastadoras no futuro segundo as previsões atuais. Os animais emitem diretamente dióxido de carbono e metano por meio de processos biológicos, e seu estrume emite amônia, que causa chuva ácida. Mais gases nocivos são emitidos na atmosfera pela queima de florestas para abrigar pastos e pelo transporte envolvido na produção desses animais, considerando que a produção de animais envolve substancialmente mais transporte do que a produção de alimentos vegetais. Calcula-se que cerca de um quarto da emissão excessiva de gases estufa por ação humana na atmosfera provém da indústria de carne animal.

Os padrões de consumo de carne nas nações industrializadas contribuem para a existência e distribuição da fome pelo mundo, com a perpetuação de ciclos de pobreza que afetam a distribuição de alimentos, e a limitação da produção total de alimentos. Fome crônica afeta cerca de 20% da população mundial. Todos os dias, mais de 40.000 pessoas morrem por conseqüências da fome.

A acessibilidade a alimentos por pessoas pobres é prejudicada devido a um sistema de desenvolvimento e comércio imposto ao mundo subdesenvolvido pelas nações do norte, que demanda dos países pobres o cumprimento de seus débitos internacionais pela produção de commodities que possam ser exportadas às nações ricas, como café, algodão, cacau e grãos para alimentar animais criados para consumo. Muitos países pobres exportam grãos para alimentar as produções de animais e importam grãos para alimentar as pessoas.

Acredita-se que uma produção adequada de alimentos no futuro é quase impossível se as tendências atuais de consumo persistirem. Essas tendências estão intimamente relacionadas à criação de animais, que usa terras agriculturáveis para a criação de animais e não para a plantação, o que seria muito mais eficiente.

A produção de animais para consumo humano, avaliada em termos de quantidade de proteínas ou energia produzida por hectare, é muito ineficiente quando comparada com o cultivo de vegetais. Os animais também são pobres conversores de energia em alimento para seres humanos. Em média, para cada 7 Kcal ingeridas em grãos os animais fornecem 1 Kcal quando consumidos por nós. 38% dos grãos produzidos globalmente são servidos a animais. Além disso, animais produzidos para consumo ocupam grandes áreas de terra fértil, que poderiam estar sendo usadas mais eficientemente pela produção de grãos para alimentar humanos. Considerando ainda outros recursos necessários na produção de grãos e carne, como a água usada pelas plantas e animais, terra para campos e pastos e combustível para transporte, se torna evidente que a produção de carne gera mais poluição e utiliza mais terra, água e grãos do que a ingestão direta de alimentos vegetais para fornecer o mesmo número de calorias aos seres humanos. Mesmo modestas reduções no consumo de carne levariam a um menor desperdício de recursos. Por exemplo, duas vezes mais água é necessária para proporcionar a dieta média dos EUA do que as dietas de mesmo valor nutricional na Ásia e Europa, devido às diferenças na quantidade de carne consumida.

Uma dieta vegetariana, por virtude de sua eficiência inerente, pode aliviar a fome no mundo agindo sobre o suprimento de alimentos e pobreza. Se práticas vegetarianas fossem adotadas largamente, a energia, terra, grãos e outros recursos atualmente usados para alimentar animais produzidos para consumo poderiam ser canalizados diretamente para uso humano. A eliminação das criações de animais para consumo possibilitaria o uso de uma maior porção de terra para plantações, que necessita de muito menos terra para produzir muito mais comida, gerando um maior suprimento de alimentos. Além disso, a eliminação de um regime de criação de animais multinacional, que exige que nações de baixa renda produzam commodities como grãos para alimentar criações em países ricos, possibilitaria às nações pobres o retorno à agricultura de subsistência, que garante uma distribuição mais justa. A eliminação da produção de carne também levaria a uma queda no preço de todos os alimentos, uma vez que muito desperdício econômico na produção seria removido.

Tanto do ponto de vista popular como do científico, a carne é um alimento de alto valor nutritivo. Ainda que esteja claro que a carne não é essencial na dieta, como testemunham todos os vegetarianos que têm uma alimentação adequada, a inclusão de produtos animais torna mais fácil de se assegurar uma dieta completa do ponto de vista nutricional, mas não sem custos à saúde. O consumo de carne está associado a muitos efeitos negativos à saúde humana.

Poluição e perda de biodiversidade são caminhos indiretos pelos quais o consumo de carne afeta adversamente a saúde humana, estando associadas a várias doenças e à perda de remédios potenciais e modelos de pesquisa. Além disso, muitos antibióticos são administrados a animais criados para o consumo humano, muitos dos quais são estruturalmente similares ou idênticos àqueles usados terapeuticamente para tratar infecções humanas. Antimicróbicos dados aos animais selecionam espécies de agentes patogênicos resistentes a esses antibióticos. Muitos estudos isolaram agentes patogênicos resistentes a importantes antibióticos da carne de animais criados para consumo, e comprovaram que grande parte desses animais é contaminada. Outros estudos mostram que espécies resistentes de micróbios podem sobreviver à passagem gástrica e colonizar a barriga humana após o consumo de carne. Centenas de outras substâncias químicas são ministradas aos animais que consumimos, incluindo agentes bloqueadores de beta-adrenoreceptores (usados para prevenir morte repentina em porcos devido ao stress durante seu transporte), hormônios de crescimento, anti-helmínticos, tranqüilizantes, vasodilatadores, entre outros. Resíduos dessas drogas podem permanecer nos tecidos dos animais (e no leite) consumidos pelos humanos. Além disso, alimentos de origem animal contribuem para cerca de 80% de toda a exposição humana a dioxinas, que possuem uma larga série de efeitos tóxicos e bioquímicos, e algumas delas são conhecidos agentes cancerígenos para humanos.

Para finalizar nossa exposição, falemos um pouco sobre nutrição. A base de uma boa dieta – adequada ao crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde – é variedade; uma boa variedade de alimentos pode suprir o suficiente de todos os nutrientes de que necessitamos. Grande parte da má nutrição encontrada no mundo é resultado do uso demasiado de apenas um tipo de alimento como principal fonte nutritiva.

Uma dieta adequada em energia é quase sempre adequada em proteínas – tanto em quantidade como em qualidade. Por exemplo, um adulto necessita de uma quantidade de proteínas equivalente a 7 – 8% de seu consumo total de energia, e desde que todos os cereais contêm 8 – 12% de proteínas, mesmo uma dieta composta inteiramente de cereais seria suficiente para satisfazer as necessidades de proteínas, se fosse consumido suficiente para satisfazer as necessidades energéticas.

Na cultura popular de muitos países, acredita-se comumente que o vegetarianismo possui efeitos adversos à saúde como anemia e deficiência de vitamina B-12. Apesar de isto poder ocorrer em dietas vegetarianas que se desviam muito dos padrões ótimos, isso também pode ocorrer em dietas onívoras sub-ótimas. A preponderância de evidencias em literatura de nutrição indica que, de forma adequada, dietas ovo-lacto-vegetarianas fornecem nutrição adequada por toda a vida humana e podem ser mais saudáveis do que dietas onívoras. Muitos estudos comprovaram que dietas vegetarianas são adequadas para crianças e bebês. Inversamente, consumo elevado de carne possui conseqüências adversas à saúde.
A maior parte das dietas vegetarianas são caracterizadas por conter muitos legumes, frutas, grãos integrais, castanhas, nozes e vegetais em geral, que promovem benefícios à saúde. Estudos comprovam que ovo-lacto-vegetarianos possuem maior ingestão e nível sanguíneo de vitaminas antioxidantes e consomem menos gordura total e mais gordura vegetal do que os praticantes de onivorismo.

As maiores causas de morte em muitos países industrializados são doenças cardíacas, câncer e derrame cerebral. Muitos pesquisadores examinaram os fatores de risco para essas doenças em vegetarianos e onívoros, controlando fatores não relacionados à dieta, como fumo, nível de exercícios, idade e sexo, e descobriram que vegetarianos ocidentais possuem menor risco de doenças cardiovasculares, ateroscleroses, dispnéia, câncer (especialmente de cólon, mama e próstata), apnéia noturna, hipertensão e menor nível de concentração total de colesterol no plasma. Estima-se que se uma dieta vegetariana fosse adotada largamente na Inglaterra isso poderia evitar aproximadamente 40.000 mortes por doenças cardíacas isquêmicas a cada ano naquele país.

Pessoas onívoras sofrem desproporcionalmente mais de diversas outras doenças quando comparados aos vegetarianos. O risco relativo de diabetes em vegetarianos é menor. Ovo-lacto-vegetarianos são também mais sensíveis a insulina. Isso se deve às menores reservas de ferro entre os vegetarianos do que entre os onívoros. Vegetarianos normalmente comem alimentos com baixos índices de glicemia como feijão, legumes e grãos integrais. O consumo regular de tais alimentos reduz a incidência de diabetes em 40%, mesmo após controle de outros fatores de risco, como respostas de insulina e glucose sanguínea pós-prandial. Vegetarianismo é também associado a menor risco de constipação, doença diverticular, cálculo biliar e apendicite.

Como vimos neste artigo, a produção de carne, englobando tanto a criação de animais para consumo humano como a produção de bens para mantê-los, resulta em conseqüências negativas tanto de curto quanto de longo prazo. Além de, em geral, ser menos saudável consumir carne em vez de obter calorias a partir de outros recursos, isso é também menos eficiente, utilizando uma quantidade muito maior de energia, grãos, terras e água do que a produção de alimentos de origem vegetal. Essa ineficiência gera um grande número de fenômenos prejudiciais inter-relacionados. A enorme quantidade de recursos necessários para produzir carne se traduz na poluição da terra, água e ar. A indústria da carne é responsável pelo desmatamento de algumas das mais valiosas reservas florestais de nosso planeta, o que, dentre outras conseqüências, reduz a biodiversidade. “Gases-estufa” gerados pelas criações dos animais que consumimos também contribuem para uma mudança climática. Já que, usando os recursos disponíveis, os seres humanos produzem menos calorias por meio de carne e vegetais do que produziriam apenas por fontes vegetais, a produção de carne ameaça a garantia de alimentos para o imenso número de seres humanos neste planeta. A estrutura global da produção e consumo de carne também cria um sistema de desigualdade entre nações, sexos, e entre pessoas de diferentes idades. Além disso, o consumo de carne por seres humanos concentra substâncias perniciosas e correlacionadas à obesidade, doenças cardiovasculares, câncer, entre outras doenças comuns do mundo industrializado. Por fim, o consumo de carne por algumas comunidades humanas ameaça a saúde das demais, contribuindo para o surgimento de novos agentes patogênicos resistentes a antibióticos e degradando o ambiente comunitário.

"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."
Albert Schwweitzer (Nobel da Paz - 1952)
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Tim



Joined: 05 Jan 2007
Posts: 346

PostPosted: Sat Dec 11, 2010 11:49 am    Post subject: Reply with quote

Miguel Freire wrote:
O ser humano precisa de proteínas animais para sobreviver

Tenho um amigo que é vegetariano há cerca de 40 anos. Nunca me esqueço de uma entrevista que ele deu na televisão, em que lhe perguntaram se era possível sobreviver só com alimentação vegetariana, ao que ele respondeu que se não fosse possível ele não estaria ali a dar a entrevista "ao vivo"!
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Al_Tereg



Joined: 02 Mar 2009
Posts: 1327
Location: Faro

PostPosted: Sat Dec 11, 2010 12:54 pm    Post subject: Reply with quote

bonecadeporcelana wrote:

Desde tempos remotos, o consumo da carne de animais é praticado por muitas comunidades do globo. Nascemos, fomos educados e condicionados sob essa influência cultural, e normalmente não temos a oportunidade de questionar esses valores sociais mais arraigados. Predomina nos dias de hoje a crença, tanto popular como científica, (...)


Não é uma questão cultural e não existe tal coisa chamada crença científica (ou até pode existir, quando se pratica má ciência). Crença e preconceito cultural é o que é defendido neste texto. Uma crença perfeitamente respeitável, com excelentes intenções do ponto de vista ético, mas, no entanto, crença.

Nós somos omnívoros, temos dentição de omnívoro, temos sistema digestivo de omnívoro e quanto a isso, não há crença nem cultura que o possa desmentir. Para conseguir obter os nutrientes necessários à sobrevivência, os herbívoros têm de passar toda a vida a comer. É o que fazem de manhã à noite (pastar) porque uma dieta vegetal tem de facto muito menos valor nutritivo. E necessitam de um sistema digestivo muito mais longo do que os carnívoros para poder processar e retirar os nutrientes necessários da alimentação, ou até de estratégias como a dos ruminantes, para melhor poderem digerir esses alimentos.

Como não me parece que baste querer, ou acreditar, para que nos nasça uma pança (compartimento do estômago dos ruminantes onde acumulam os alimentos antes de nova mastigação) e não me apetece viver para comer e, no descanso, ruminar, sinto-me bastante feliz por não ser herbívoro.

Posto isto, também não sou carnívoro e, a avaliar pelo consumo de hambúrgueres e afins, parece que há muitas pessoas que o julgam ser. A nossa sociedade ocidental consome de facto demasiada carne com efeitos pouco benéficos para a saúde. A vantagem de sermos omnívoros (comer de tudo) é tão grande que nos podemos dar ao luxo de cometer certos erros alimentares e sobreviver na mesma, por vezes até provectas idades.

Consegue viver-se apenas com uma dieta vegetariana? Claro! Porque somos omnívoros. Mas, espante-se, há grandes comedores de carne que vivem para além dos 100 anos! Porque somos omnívoros. É saudável comer carne em grandes quantidades? Não, mas há quem viva (e bem) assim. É saudável comer apenas vegetais? Não, mas há quem viva (e bem) assim. Reconheço até que muitos vegetarianos têm estilos de vida globalmente mais saudáveis do que os "comedores de carne", principalmente porque, ao contrário destes, têm grandes cuidados com a alimentação. E têm de os ter, porque, se não os tiverem, se não tiverem realmente o cuidado de conseguir uma alimentação com suficiente proteínas (que vão buscar à tal soja e outros alimentos) podem mesmo ter problemas graves de saúde. Tive um colega macrobiótico na universidade que esteve quase a morrer com um problema de fígado, segundo os médicos por falta de gorduras. Não deixou de ser macrobiótico, mas teve de passar a ter um cuidado extremo com alimentação, consultando tabelas de modo a conseguir obter os nutrientes necessários.

Quanto aos problemas éticos resultantes de comer carne. São perfeitamente respeitáveis e até sou de algum modo sensível a eles. Mas tentem convencer um leão a passar a ser vegetariano. É maldade do leão? É falta de ética ou princípios morais? Não, é a sua natureza!
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marion



Joined: 31 Jan 2009
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 12:59 pm    Post subject: Reply with quote

Já que a discussão se prolonga e depois deste longo artigo de Beto Propheta,que li com atenção, diria o seguinte:

Na minha perspectiva há dois aspectos essenciais na abordagem da questão de ser ou não vegetariano e que sem dúvida são muito bem explanados no texto:

Saúde e sustentabilidade!

Relativamente ao primeiro, acredito firmemente nas vantagens de uma alimentação omnívora, equilibrada e assente em estudos que facilmente poderia igualmente aqui incluir apresentando as vantagens e benefícios da alimentação mediterrânica, por exemplo!

A sustentabilidade, essa sim é uma questão que merece ser discutida e analisada.

A Fome no mundo é um assunto demasiado sério e a produção de alimentos para todos deve preocuparmo-nos. A protecção ambiental também.

Sem dúvida que os vegetais são muito mais eficientes do ponto de vista energético do que a carne e a sua produção causa menos impacto ambiental. Quanto a isto estou plenamente de acordo mas a solução de, vamos tornar-nos todos vegetarianos é demasiado simplista!

Mas acima de tudo, ser vegetariano é, na minha opinião uma questão ideológica!
E como tal eu respeito! Aliás há muitos aspectos nas filosofias orientais em que me revejo.

Boneca, o respeito que revelas pelos animais só te fica bem e cada um leva o grau desse respeito ao ponto que deseja. Será bom não esquecer no entanto que os vegetais também são seres vivos e se quisermos levar as coisas ao extremo, eles também têm direito à vida e então também não os deveríamos usar na nossa alimentação!

Para encerrar, da minha parte, esta discussão concluo dizendo que do ponto de vista biológico o Homem evoluiu no sentido de uma alimentação que inclui carne ( em que se inclui peixes, moluscos, crustáceos…), tal como se constata através da dentição e do seu sistema digestivo.Tal como disse o Al_Terg

Se é essencial comer carne? Claro que não! Há pessoas que praticam as mais diversas dietas e vivem igualmente até idades avançadas.

Em todos os aspectos da minha vida pauto-me por um princípio: o do Equilíbrio e tenho alguma dificuldade em lidar com radicalismos.
Tento manter o espírito aberto para outras formas de estar no mundo e de extrair delas o que o meu espírito crítico determinar que isso é o melhor para mim e para os outros. Por um mundo melhor!


Last edited by marion on Sat Dec 11, 2010 1:05 pm; edited 3 times in total
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 1:00 pm    Post subject: Reply with quote

Tim wrote:

Tenho um amigo que é vegetariano há cerca de 40 anos. Nunca me esqueço de uma entrevista que ele deu na televisão, em que lhe perguntaram se era possível sobreviver só com alimentação vegetariana, ao que ele respondeu que se não fosse possível ele não estaria ali a dar a entrevista "ao vivo"!


Claro e ainda por cima a soja tem proteínas.
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Al_Tereg



Joined: 02 Mar 2009
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 1:02 pm    Post subject: Reply with quote

Já que acabei o meu anterior post a falar de ética... não me parece muito ético estar aqui a ter esta discussão, basicamente sobre comida, num tópico em que se fala de alguém que passa fome ou, pelo menos, necessidades... Não me sinto muito confortável, sinceramente. Rolling Eyes

Mas isto leva-me a outra reflexão: há quem possa dar-se ao luxo de escolher as suas dietas e quem se dê por feliz se tiver apenas o que comer...
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marion



Joined: 31 Jan 2009
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 1:10 pm    Post subject: Reply with quote

também preferiria que o tema tivesse ser abordado noutro tópico.
Mas acho que foi interessante e enriquecedora esta troca de argumentos.

Ainda nos havemos de juntar todos, um dia que desejo melhor especialmente para quem está a passar dificuldades e partilhar de uma refeição de acordo com os gostos de cada um mas sentados à volta da mesma mesa!! Very Happy
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rui sousa



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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 1:11 pm    Post subject: Reply with quote

Al_Tereg,

acho que com essa resposta terminamos por aqui esta discussão. Também ainda não consegui perceber muito bem o que é que dietas têm a ver com o tema do tópico, mas acho que com a resposta que deu, que foi muito bem dada, podemos acabar aqui a conversa
_________________
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bonecadeporcelana



Joined: 21 Mar 2010
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PostPosted: Sat Dec 11, 2010 1:12 pm    Post subject: Reply with quote

Al_Tereg wrote:

Não é uma questão cultural e não existe tal coisa chamada crença científica (ou até pode existir, quando se pratica má ciência). Crença e preconceito cultural é o que é defendido neste texto. Uma crença perfeitamente respeitável, com excelentes intenções do ponto de vista ético, mas, no entanto, crença.


Mas tentem convencer um leão a passar a ser vegetariano. É maldade do leão? É falta de ética ou princípios morais? Não, é a sua natureza!


É uma questão cultural. Se fores convidado para uma refeição em casa de alguém imaginas logo um prato de carne ou peixe, nem te passa pela cabeça que te podem servir "só" um prato de legumes. As pessoas quando têm filhos e, se preocupam com eles, têm o cuidado de dar à criança carne e peixe porque sabem que são essenciais para o crescimento. Claro que poucos se lembram que há alternativas.
Acredito que os leões têm alguma inteligência , mas não ao ponto de perceberem que é errado fazer sofrer outro animal. Já os seres humanos têm essa capacidade ou deveriam ter.
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